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MDB de MS assina documento que veta aliança com Lula e barra Simone como vice

Investiga MS

O diretório do MDB de Mato Grosso do Sul formalizou, nesta terça-feira, a assinatura de um documento encaminhado à executiva nacional do partido que veta a participação da sigla na vice-presidência em eventual chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao todo, 16 diretórios estaduais aderiram ao movimento contrário à aliança, incluindo o de Mato Grosso do Sul. A decisão atinge diretamente a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), que figurava entre os nomes cotados para ocupar o posto de vice na chapa petista, ao lado do ministro Renan Filho.

Com o veto formalizado por parte significativa da legenda, Simone vê reduzidas as chances de compor como vice de Lula. Nos bastidores, a avaliação é de que a ministra pode deixar o MDB caso a decisão seja mantida, o que a aproximaria de uma nova estratégia eleitoral.

Possível mudança de partido

Simone aguarda uma reunião entre Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para definir qual será seu futuro político. Diante da resistência interna no MDB, cresce a possibilidade de que ela se filie ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) para disputar o Senado por São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com o objetivo de reforçar o palanque de Lula no estado.

A ministra tem até o dia 4 de abril para oficializar eventual mudança de partido ou de domicílio eleitoral, caso opte por concorrer em São Paulo.

Cenário em Mato Grosso do Sul

Uma alternativa para que Simone permaneça no MDB seria a candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. O presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, já declarou publicamente que ela terá legenda garantida caso decida disputar o cargo no Estado.

Entretanto, no diretório sul-mato-grossense há resistência à possibilidade de Simone concorrer em dobradinha com Lula. Caso confirme candidatura local, o cenário pode se tornar viável apenas se o MDB optar por liberar seus filiados para apoiarem o candidato à Presidência de sua preferência.

Deputados da sigla já sinalizaram que podem deixar o partido caso Simone dispute o Senado com apoio declarado ao presidente. O impasse interno amplia a pressão sobre a ministra, que precisa definir seu destino político nas próximas semanas.


Por: Redação - Jornal A Princesinha News 

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