Suspeita de peculato envolvendo cartão social é registrada em Anastácio
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| Redação Jornal A Princesinha News |
Um boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil de Anastácio aponta uma possível irregularidade envolvendo o uso de um cartão de benefício social. O caso foi formalizado na tarde de terça-feira (11) e será investigado pelas autoridades.
De acordo com o registro policial, a comunicante identificada pelas iniciais L.R.R.V., de 64 anos, relatou que no dia 8 de agosto de 2025 procurou o órgão responsável pelo Cartão Mais Social para solicitar o benefício, sendo atendida por uma funcionária identificada como A.C.S.
Segundo a comunicante, meses depois, em janeiro de 2026, a funcionária teria entrado em contato pedindo que ela retornasse ao local para conferência de dados e documentos. No entanto, diante da demora na entrega do cartão, a mulher passou a desconfiar de que algo poderia estar irregular.
Ainda conforme o relato, após procurar uma advogada em Campo Grande para verificar a situação, foi constatado que o Cartão Mais Social já estava ativo e havia sido utilizado, mesmo sem ter sido entregue à beneficiária.
Diante da descoberta, L.R.R.V. retornou ao órgão responsável e conversou novamente com a funcionária citada no boletim. Conforme a comunicante, durante a conversa a servidora teria demonstrado nervosismo e chegou a chorar.
Em determinado momento, segundo a denunciante, a funcionária teria mostrado uma quantia em dinheiro, oferecendo à mulher para que ela não desse continuidade ao caso.
A comunicante também relatou à polícia que foi apresentado a ela um termo de entrega, solicitando que assinasse o documento como se tivesse recebido o cartão na data de 29 de janeiro de 2026. No entanto, ela afirmou ter se recusado a assinar, por entender que a informação não correspondia à realidade.
A mulher compareceu à delegacia apresentando extratos de utilização do cartão e o termo de entrega que teria sido solicitado para assinatura.
O caso foi registrado inicialmente como suspeita de peculato, crime previsto no artigo 312 do Código Penal, quando há apropriação ou desvio de dinheiro ou bem público por servidor. A autoria do fato ainda será apurada pela Polícia Civil.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


