Leise é a 6ª vítima de feminicídi0 em MS em 2026; companheiro é preso e confessa asfixia em Anastácio
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De acordo com as informações apuradas, a ocorrência teve início na noite de sexta-feira (6), em uma residência no município de Anastácio. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional Doutor Estácio Muniz, em Aquidauana, onde recebeu atendimento médico. No entanto, diante das circunstâncias do óbito, o caso passou a ser tratado como morte decorrente de fato atípico.
Na manhã do dia seguinte, a equipe do Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana realizou um exame necroscópico completo. O procedimento é considerado fundamental em casos de mortes violentas ou suspeitas e foi conduzido por médicos-legistas e equipe técnica especializada, seguindo protocolos científicos adotados pela medicina legal.
Ainda no final do mesmo dia, as investigações avançaram e o companheiro da vítima, Edson Campos Delgado, foi preso pelas autoridades policiais. Segundo informações da apuração, ele confessou ter asfixiado a mulher, versão que passou a corroborar os indícios e as lesões analisadas pelo Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana.
O resultado da perícia foi considerado fundamental para o direcionamento das investigações, já que inicialmente existiam versões divergentes sobre o que teria ocorrido.
A Polícia Civil segue conduzindo o caso para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização criminal.
Com este caso, Leise Aparecida Cruz passa a figurar como a sexta vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul no ano de 2026. Antes dela, os registros apontam os seguintes casos no estado:
- Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
- Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
- Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro;
- Beatriz Benevides da Silva (Três Lagoas) – 25 de fevereiro;
- Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março;
- Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março.
Os dados reforçam o cenário de preocupação com a violência contra mulheres no estado, especialmente em casos que resultam em morte dentro do contexto de relações afetivas.


