Desaparecimentos sem respostas: além de casal, outros casos ainda intrigam Aquidauana
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| Redação |
A recente descoberta de ossadas e destroços de uma motocicleta em uma região de grota, em Aquidauana, reacendeu um sentimento antigo na população: o de incerteza diante de desaparecimentos que nunca tiveram desfecho. O caso mais emblemático é o do casal Amanda Galhardo, de 16 anos, e Aguinaldo de Oliveira Silva Júnior, de 20, desaparecidos em janeiro de 2014. No entanto, eles não são os únicos.
Ao longo dos anos, outros casos igualmente angustiantes foram registrados no município, deixando famílias à espera de respostas que nunca chegaram.
Um dos episódios mais comoventes é o desaparecimento da menina Cláudia, que sumiu no dia 1º de janeiro de 2013, quando tinha apenas 12 anos. Filha de Lucimara dos Santos Ofemite, a criança saiu de casa, no bairro Arara Azul, por volta das 9h40, dizendo que iria até a casa da avó, na Vila Bertolino, mas nunca chegou ao destino.
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| Cláudia |
A ausência repentina mobilizou familiares e autoridades. O desaparecimento foi registrado ainda no mesmo dia, e equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia realizaram buscas na região. Apesar dos esforços, nenhuma pista concreta foi encontrada, e o caso acabou sendo arquivado por falta de indícios.
Mesmo após mais de uma década, a mãe mantém viva a esperança de reencontrar a filha. Um episódio marcante reforça esse sentimento: no aniversário de 15 anos de Cláudia, Lucimara recebeu uma ligação de número não identificado. Do outro lado da linha, apenas o silêncio. Para ela, o gesto foi interpretado como um possível sinal de que a filha ainda estaria viva.
Outro caso que amplia a lista de desaparecimentos é o do fretista Emir Franco Camargo, de 56 anos. Ele foi visto pela última vez no dia 14 de maio de 2015, quando saiu de casa para realizar um frete, conduzindo um caminhão Ford F-4000, com placas de Aquidauana. Desde então, não houve mais contato.
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| Emir Franco |
O desaparecimento foi registrado por familiares, e a Polícia Civil segue em diligências para tentar localizar Emir. Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas às autoridades policiais.
Casos como esses evidenciam um padrão preocupante: pessoas que desaparecem sem deixar vestígios, interrompendo histórias e deixando famílias em sofrimento contínuo.
No centro dessa nova onda de atenção está, novamente, o desaparecimento de Amanda e Júnior. O casal sumiu no dia 24 de janeiro de 2014, após sair de Anastácio com destino à região do Taboco. Durante o trajeto, Júnior chegou a informar à mãe que o pneu da motocicleta havia furado e que retornaria empurrando o veículo. Foi o último contato.
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| Amanda e Aguinaldo |
As buscas realizadas na época envolveram diversas forças de segurança, incluindo o Exército Brasileiro, mas não resultaram em respostas. As investigações seguiram por diferentes linhas, sem conclusão.
Agora, com a recente descoberta na zona rural de Aquidauana, a expectativa é que os exames periciais esclareçam se há ligação com o caso ou se tratam de vestígios de outro desaparecimento ainda desconhecido.
A pergunta que volta à tona é inevitável: seria este o começo do fim de um dos maiores mistérios da região, ou apenas mais um capítulo de uma história marcada por silêncio e incertezas?
Enquanto os laudos não ficam prontos, permanece a angústia — e a esperança de que, enfim, respostas possam trazer algum alívio às famílias que há anos convivem com a ausência.
Por: Redação

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