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Ossada e motocicleta foram encontradas em fazenda ligada ao principal suspeito em Aquidauana

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A ossada localizada na zona rural de Aquidauana foi encontrada na mesma fazenda onde trabalhava Antônio da Silva, apontado à época como principal suspeito do desaparecimento de um casal em 2014, segundo informações da Polícia Civil. Os restos mortais estavam em uma grota nas proximidades da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, a cerca de 20 quilômetros do centro do município.

A Polícia Civil confirmou que a ossada é de origem humana, mas ainda não é possível afirmar se pertence a uma ou duas pessoas. A identificação depende de exames periciais detalhados, que podem levar mais de 30 dias para serem concluídos. Apesar da coincidência com o caso, a corporação ressalta que ainda é cedo para estabelecer uma ligação direta entre os achados e o desaparecimento ocorrido há mais de uma década.

No mesmo local, equipes também encontraram destroços de uma motocicleta parcialmente enterrada. Em análise preliminar, os peritos identificaram características compatíveis com uma Honda CG 125 Fan preta — modelo utilizado por Amanda Cristina Galhardo Martins, de 16 anos, e Aguinaldo de Oliveira da Silva Júnior, de 20, desaparecidos desde janeiro de 2014.

A localização dos vestígios exatamente na área onde o suspeito trabalhava reforça a principal linha investigativa levantada na época. As investigações apontavam que Antônio da Silva poderia ter cometido o crime e ocultado os corpos dentro da propriedade rural.

PCMS


Desaparecimento cercado de mistério

Amanda e Júnior desapareceram no dia 24 de janeiro de 2014. Naquele dia, o casal saiu de Anastácio em uma motocicleta com destino à região do distrito de Taboco, onde visitariam familiares. Durante o trajeto, o jovem chegou a telefonar para a mãe informando que o pneu da moto havia furado e que retornaria empurrando o veículo ao lado da companheira. Após esse contato, os dois nunca mais foram vistos.

Na época, as buscas mobilizaram familiares, equipes da Polícia Civil e até o Exército Brasileiro, já que Júnior era soldado da corporação e se preparava para se tornar cabo. Mesmo com diligências em áreas de mata, estradas vicinais e propriedades rurais, nenhum vestígio havia sido localizado — nem roupas, pertences ou a motocicleta.

O caso foi classificado como um “total mistério” pelas autoridades responsáveis pelas investigações, que chegaram a quebrar sigilos bancários e telefônicos do casal, sem obter pistas relevantes.

Agora, mais de dez anos depois, a descoberta da ossada e da motocicleta no mesmo local recoloca o caso no centro das investigações. A Polícia Civil aguarda os resultados periciais para avançar na apuração e esclarecer se os vestígios pertencem ao casal desaparecido.


Por: Redação





(Campo Grande News)

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