ÚLTIMAS
---
A Princesinha News - Aquidauana - Mato Grosso do Sul


China expande modelo de fazendas verticais para suínos e influencia produção mundial

Reprodução 

A China está ampliando seu modelo inovador de fazendas verticais voltadas para a criação de suínos, uma estratégia que prioriza eficiência produtiva em espaços limitados. A tecnologia, que vem sendo desenvolvida no país asiático, começa a ganhar projeção internacional por meio de parcerias empresariais e projetos em outras nações.

Um exemplo é a cooperação entre a Muyuan Foods e a BAF Vietnam, que está levando esse modelo para a região de Tay Ninh, no Vietnã. O projeto integra granjas verticais de suínos com unidades de produção de ração, formando um sistema industrial altamente automatizado.

Detalhes do projeto

O complexo planejado em Tay Ninh prevê a criação de aproximadamente 64 mil suínos em estruturas verticais. Além das instalações para os animais, o empreendimento também contará com uma fábrica de ração com capacidade de produção de até 600 mil toneladas por ano.

O investimento total estimado é de cerca de US$ 450 milhões. Dentro do projeto, empresas como a BAF Tay Ninh 1 planejam operar com cerca de 32 mil matrizes e produzir até 800 mil suínos por ano em uma área aproximada de 1.550 hectares.

Vantagens do modelo

Conhecidas como verdadeiras “fortalezas biológicas”, essas fazendas verticais foram desenvolvidas para reduzir riscos sanitários e aumentar a produtividade. Sistemas automatizados de alimentação, controle de temperatura e ventilação ajudam a diminuir a propagação de doenças que afetam o setor, como a Peste Suína Africana.

Outro ponto considerado positivo é o melhor aproveitamento de áreas agrícolas, especialmente em regiões densamente povoadas ou com escassez de terras. Com prédios de múltiplos andares, é possível concentrar a produção em menor espaço, ampliando a capacidade de criação de animais.

Riscos e debates

Apesar das vantagens, o modelo também gera debates entre especialistas e organizações do setor. Um dos principais riscos apontados é que sistemas de ventilação podem facilitar a disseminação de patógenos dentro das estruturas, caso ocorra algum surto sanitário.

Além disso, há preocupações relacionadas aos altos custos de energia, à logística de manejo de resíduos e às condições de bem-estar animal em sistemas altamente intensivos.

Mesmo diante dessas discussões, o modelo desenvolvido na China vem ganhando atenção internacional e já começa a influenciar novos projetos de suinocultura intensiva em diferentes partes do mundo.


Por: Redação - Jornal A Princesinha News 

Postar um comentário