Pesquisas do início do ano mostram Lula na liderança, mas diferença para Flávio Bolsonaro é a menor desde 2010
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| Metrópoles |
As primeiras pesquisas eleitorais de 2026 apontam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança em todos os cenários da disputa pela reeleição em outubro. Apesar da vantagem, os levantamentos indicam que a diferença para o segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é a menor registrada desde 2010 quando se comparam as primeiras sondagens dos respectivos anos eleitorais.
De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 14 de janeiro, Lula aparece com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 13 pontos percentuais. Já o levantamento da Paraná Pesquisas, publicado no dia 29 de janeiro, mostra um cenário ainda mais equilibrado: 39,8% para o petista e 33,1% para o senador, reduzindo a distância para 6,7 pontos.
A última vez em que o início do ano eleitoral registrou uma margem tão próxima entre os principais presidenciáveis foi em 2010, na disputa entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Naquele ano, embora Serra liderasse as primeiras pesquisas, Dilma cresceu ao longo da campanha e acabou eleita presidente, impulsionada pelo alto índice de aprovação de Lula à época.
Na primeira pesquisa Datafolha de 2010, realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, Serra aparecia com 32% das intenções de voto, contra 28% de Dilma, uma diferença de quatro pontos percentuais. O levantamento já indicava uma recuperação da petista, que havia reduzido a vantagem do adversário de 14 para quatro pontos em relação à pesquisa anterior.
Levantamentos mais recentes reforçam o cenário de liderança de Lula, mas apontam recuperação do desempenho do segundo colocado. Segundo a Genial/Quaest de janeiro, Flávio Bolsonaro reduziu sua taxa de rejeição de 60% para 55%, enquanto a rejeição de Lula se manteve em 54%.
O quadro atual contrasta com eleições anteriores, em que a distância entre o primeiro e o segundo colocado no início do ano era mais confortável. Em fevereiro de 2014, por exemplo, Dilma Rousseff iniciava o ano com uma vantagem de cerca de 30 pontos percentuais sobre Aécio Neves (PSDB), conforme pesquisa do Datafolha. Já em 2018, Lula liderava com 21 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro, em levantamento realizado nos dias 29 e 30 de fevereiro, na mesma semana em que teve a condenação confirmada pelo TRF-4. Posteriormente, o petista teve a candidatura indeferida pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa e foi substituído por Fernando Haddad, que acabou derrotado no pleito.
Em 2022, Lula voltou a aparecer como favorito no início do ano, com ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro. Pesquisa Quaest divulgada em 12 de janeiro apontava o petista 22 pontos percentuais à frente do então presidente. Apesar disso, a eleição foi decidida por uma margem apertada no segundo turno, com vitória de Lula por apenas 1,8 ponto percentual.
Os números reforçam que, embora liderando as pesquisas, o atual presidente enfrenta um cenário de maior competitividade em comparação com eleições anteriores, indicando uma disputa potencialmente mais equilibrada ao longo da campanha.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


