Família diz que morador de Aquidauana sofreu forte pressão psicológica de golpistas antes de morrer

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A morte de um morador de Aquidauana, ocorrida na última quinta-feira, comoveu familiares e amigos e acendeu um alerta sobre os impactos psicológicos provocados por golpes financeiros. Segundo relatos da família ao comunicador Ronaldo Régis, a vítima passou cerca de três meses sendo pressionada por criminosos que se passavam por representantes de uma instituição financeira.
De acordo com os familiares, o contato teve início após uma simulação de empréstimo no valor de R$ 18 mil. A partir desse momento, os golpistas passaram a exigir sucessivos pagamentos, afirmando que os valores seriam necessários para liberar o crédito ou concluir o processo. Eles prometiam que todo o dinheiro seria devolvido assim que o empréstimo fosse aprovado.
As transferências eram feitas por Pix para diferentes chaves e pessoas, prática frequentemente utilizada por criminosos para dificultar o rastreamento dos recursos.
Mensagens e áudios encontrados no celular da vítima, segundo a família, mostram que os suspeitos inicialmente adotavam um tom cordial para conquistar sua confiança. Com o passar do tempo, porém, as conversas passaram a ser marcadas por cobranças insistentes e ameaças de supostas multas e prejuízos caso ele desistisse do procedimento.
Nas mensagens recuperadas, a vítima relatava aos golpistas que estava emocionalmente abalada e afirmava que seu estado psicológico estava comprometido. Mesmo assim, as cobranças continuaram.
Familiares informaram que o morador não deixou carta de despedida e que nunca havia comentado sobre o golpe ou demonstrado dificuldades financeiras. Segundo eles, o sofrimento era enfrentado em silêncio.
Outro fato que chamou a atenção foi que, mesmo após a morte da vítima, os criminosos continuaram enviando mensagens para o celular, sem saber o que havia acontecido.
A família acredita que a intensa pressão psicológica exercida pelos golpistas teve relação com a morte do morador. Até o momento, não há divulgação oficial das autoridades estabelecendo essa relação de causa e efeito.
O caso reforça o alerta para que a população jamais realize pagamentos antecipados para obtenção de empréstimos e procure imediatamente a polícia ao suspeitar de um golpe. Também evidencia a importância de buscar apoio de familiares, amigos ou profissionais diante de situações de forte abalo emocional.
Por: Redação
(Com informações do radialista Ronaldo Régis)


