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“Nem sei por que atirei”, diz réu que perseguiu e baleou ex-esposa cinco vezes em posto de gasolina

 

Campo Grande News


O julgamento de Marcos Antônio de Souza Vieira, acusado de sequestrar e tentar matar a ex-esposa com cinco tiros em Campo Grande, foi marcado por declarações que chamaram a atenção durante o interrogatório realizado nesta quarta-feira (10), no Tribunal do Júri.

Ao ser ouvido por mais de uma hora e meia, Marcos admitiu ter efetuado os disparos contra a vítima, mas afirmou que não tinha intenção de matá-la. Segundo ele, a ação aconteceu por impulso após a mulher tentar fugir em um posto de combustíveis no Bairro Parati.

“Se tem uma pessoa que eu amava ali, era ela. Foi impulso. Nem sei por que atirei. Na hora me deu um branco”, declarou o réu aos jurados.

Durante o depoimento, Marcos negou que tenha sequestrado a ex-companheira ou feito ameaças antes do crime. Ele alegou que os dois ainda mantinham contato frequente e conversavam sobre uma possível reconciliação. Conforme sua versão, a vítima pediu para parar no posto de combustíveis para usar o banheiro e, ao sair correndo do local, ele reagiu efetuando os disparos.

O acusado também revelou que possuía a pistola usada no crime há vários anos e que adquiriu munições ao longo do tempo durante viagens para a região de fronteira.

Mais cedo, a vítima prestou depoimento em sessão reservada, acompanhada apenas pelo juiz e pelos jurados. Em seguida, testemunhas ligadas ao réu foram ouvidas como informantes. Elas relataram que Marcos era uma pessoa prestativa e disseram nunca ter presenciado agressões físicas contra a ex-esposa, embora tenham reconhecido que o relacionamento era marcado por discussões e episódios de ciúmes.

O crime ocorreu em 29 de maio de 2025. Segundo a acusação, Marcos sequestrou a ex-mulher e, horas depois, a perseguiu dentro de um posto de combustíveis antes de atirar diversas vezes contra ela. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher tenta escapar e é alcançada pelo agressor.

Na época, a vítima relatou que havia encerrado o relacionamento dois meses antes do atentado e já havia iniciado o processo de divórcio. Ela afirmou que o ex-marido insistia em reatar o casamento, mas que sempre deixava claro que não pretendia voltar.

Preso logo após o crime, Marcos chegou a confessar que atirou porque acreditava estar sendo “sacaneado” pela ex-companheira. O julgamento segue em andamento e caberá aos jurados decidir se ele será condenado pela tentativa de feminicídio.




Por: Redação

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