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Ministro Marco Buzzi é acusado de assédio sexual e terá testemunhas ouvidas pelo STJ

Dourados News
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o dia 11 de junho os depoimentos de duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual. Na mesma data, também serão ouvidas 20 testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação no processo administrativo disciplinar que apura as denúncias.

O magistrado foi afastado das funções após a abertura do procedimento interno e passou a responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corte.

Uma das acusações envolve uma jovem, filha de amigos do ministro, que afirma ter sido alvo de uma tentativa de assédio durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, durante um período de férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

Após a divulgação do caso, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi também apresentou denúncia de assédio sexual contra o ministro.

Além do procedimento administrativo em andamento no STJ, o magistrado também é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por analisar o caso na esfera criminal em razão do foro por prerrogativa de função.

Desde que as acusações vieram a público, a defesa de Marco Buzzi nega qualquer irregularidade e afirma que o ministro não praticou atos impróprios.

Em nota divulgada nesta semana, os advogados declararam que atuarão com “serenidade, responsabilidade e respeito às instituições e às pessoas envolvidas”. A defesa informou ainda que havia indicado 30 testemunhas, das quais 16 foram aceitas pela comissão processante.

Segundo os advogados, os depoimentos contribuirão para o esclarecimento dos fatos investigados.




Por: Redação

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