Assassino de Leise é condenado a 30 anos e 6 meses de prisão durante júri popular em Anastácio
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| Jornal A Princesinha News |
O julgamento aconteceu no Fórum de Anastácio e reuniu familiares, amigos da vítima e moradores da região que acompanharam durante todo o dia a sessão do júri popular. Após horas de debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação do réu por feminicídio.
Leise Aparecida Cruz, de 41 anos, foi encontrada morta dentro da residência onde morava com o marido, no dia 6 de março de 2026. Na época, o caso chamou atenção pelas versões contraditórias apresentadas pelo acusado logo após a morte da esposa.
Inicialmente, Edson afirmou que Leise teria passado mal em decorrência do uso de medicamentos para emagrecimento. Em outro momento, também levantou a hipótese de suicídio. No entanto, as investigações conduzidas pela Polícia Civil começaram a desmontar a versão apresentada pelo professor.
A perícia apontou sinais de asfixia no corpo da vítima, além de marcas de agressões. Conforme as investigações avançaram, o comportamento contraditório do acusado aumentou as suspeitas dos policiais responsáveis pelo caso.
Durante depoimento, Edson acabou confessando que havia discutido com Leise no dia do crime. Ele admitiu ter segurado a vítima pelo pescoço e a empurrado contra a parede durante a briga dentro da residência do casal.
As investigações também revelaram que, após o assassinato, o acusado utilizou o celular da própria vítima para enviar mensagens à filha dela, tentando fazer parecer que Leise ainda estava viva.
O feminicídio gerou forte repercussão em Anastácio, principalmente após manifestações emocionantes de familiares e amigos nas redes sociais. A filha da vítima chegou a publicar desabafos relatando o sofrimento da mãe e o relacionamento conturbado vivido dentro de casa.
O caso foi considerado um dos feminicídios de maior repercussão registrados neste ano em Mato Grosso do Sul e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher no Estado.
Após a decisão do júri popular, Edson Campos Delgado foi condenado a 30 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.

