Júri popular de acusado de feminicídio mobiliza Anastácio nesta quarta-feira
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| Foto: Jornal A Princesinha News |
Leise Aparecida Cruz, de 41 anos, foi encontrada morta dentro da residência onde morava, em Anastácio, no dia 6 de março de 2026. Inicialmente, Edson afirmou às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida dentro do quarto e levantou a hipótese de suicídio.
Durante o depoimento, o acusado chegou a relatar que a vítima sofria de depressão, fazia uso de medicamentos controlados e estaria passando mal após utilizar um medicamento para emagrecimento adquirido no Paraguai. Porém, a versão começou a apresentar contradições durante a investigação da Polícia Civil.
A perícia identificou sinais de asfixia e indícios de violência no corpo de Leise. Diante das evidências, Edson acabou confessando que matou a esposa após uma discussão dentro da residência. Segundo as investigações, ele segurou Leise pelo pescoço e a empurrou contra a parede, causando a morte da vítima.
O caso causou ainda mais revolta após a filha de Leise revelar que o acusado utilizou o celular da própria vítima para enviar mensagens à família, tentando despistar os parentes e ganhar tempo após o crime. Conforme os relatos divulgados na época, mensagens foram enviadas para familiares horas depois da morte da vítima.
As investigações também apontaram que o feminicídio aconteceu ainda pela manhã, mas a família só foi comunicada várias horas depois. Na ocasião, Edson chegou a informar aos familiares que Leise teria sofrido um infarto fulminante.
O crime foi registrado como um dos casos de feminicídio que mais repercutiram em Mato Grosso do Sul neste ano e mobilizou equipes da Polícia Civil de Anastácio e do SIG de Aquidauana. Após a confissão, Edson Campos Delgado foi preso e permaneceu à disposição da Justiça até o julgamento desta quarta-feira.
O Tribunal do Júri está completamente lotado e acompanhado por familiares, amigos e moradores da região. Até o momento, não há previsão para o encerramento do julgamento.
