Golpista usa vagas da Funsat e Funtrab para aplicar fraude e motorista perde R$ 550
Um motorista de ônibus, de 40 anos, perdeu R$ 550 após cair em um golpe envolvendo uma falsa vaga de emprego anunciada por meio da Funsat (Fundação Social do Trabalho) e da Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
Segundo o trabalhador, ele procurou uma oportunidade de emprego na última quarta-feira (3). Após receber encaminhamento para uma vaga de motorista, entrou em contato com um suposto recrutador identificado como “Danilo”, que alegava representar uma empresa de transporte.
Durante a conversa, o falso empregador afirmou que a contratação dependia da realização de cursos obrigatórios, entre eles o de movimentação de cargas perigosas. Mesmo informando que já estava realizando a capacitação, o candidato foi convencido a pagar R$ 550 sob a promessa de acelerar a emissão do certificado por meio de um suposto contato dentro do Detran.
Desconfiado, mas acreditando na legitimidade da vaga por ter sido encaminhada por órgãos públicos de emprego, o motorista realizou o pagamento. Depois disso, o golpista passou a solicitar mais dinheiro.
Ao perceber que se tratava de fraude, a vÃtima interrompeu as negociações. O suspeito chegou a pedir uma chave Pix alegando que devolveria o valor, mas a orientação recebida do banco foi para não fornecer os dados.
A empresa citada na oferta informou que o nome da transportadora vem sendo utilizado por criminosos há cerca de cinco anos para aplicar golpes semelhantes. Segundo a direção, a empresa não divulga vagas pela Funsat ou Funtrab e realiza contratações apenas diretamente em sua sede.
Após ser informada do caso, a Funsat anunciou a suspensão da divulgação da vaga e informou que abriu uma avaliação interna para apurar a situação. Nas redes sociais da fundação, diversos internautas também relataram terem recebido propostas semelhantes envolvendo cobrança de cursos para contratação.
O caso serve de alerta para trabalhadores: empresas sérias não exigem depósitos, pagamentos de cursos ou transferências bancárias como condição para participação em processos seletivos.
Por: Redação

