Chikungunya desacelera em MS e casos caem 86% após pico da epidemia
A epidemia de chikungunya em Dourados apresenta sinais consistentes de desaceleração, segundo o mais recente Informe Epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE). Os dados apontam uma redução de 86% no número de notificações da doença desde o período mais crítico da crise sanitária.
No auge da epidemia, registrado na Semana Epidemiológica 12, o município contabilizou 1.208 notificações. Já na Semana Epidemiológica 22, o número caiu para 171 registros. Para o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, a queda é resultado das ações adotadas pela Prefeitura em parceria com o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde.
Outro indicador que demonstra a melhora do cenário é a redução nas internações hospitalares. Durante o pico da doença, os hospitais chegaram a ter mais de 60 pacientes internados simultaneamente. Atualmente, são 19 internações registradas, distribuídas entre o Hospital Universitário da UFGD, Hospital Cassems, Hospital Regional e Hospital Evangélico Mackenzie.
A análise dos dados mostra que a transmissão da doença teve crescimento acelerado entre as semanas epidemiológicas 9 e 12, quando ocorreu a maior circulação viral. Após esse período, a curva de casos passou a apresentar queda gradual e sustentada.
Entre as populações indígenas, a epidemia teve início mais precoce e comportamento mais intenso, atingindo o pico na Semana 12 e registrando redução acentuada nas semanas seguintes. Já na área urbana, a transmissão foi mais tardia, com maior número de casos entre as semanas 14 e 15, mas também apresenta tendência de queda.
Os dados sobre mortalidade revelam que a população indígena foi a mais afetada pelos casos graves. Dos 14 óbitos confirmados por chikungunya em Dourados neste ano, 10 ocorreram entre indígenas.
Apesar da melhora significativa dos indicadores, o COE alerta que a circulação do vírus continua ativa e que as ações de vigilância epidemiológica, controle do mosquito transmissor e monitoramento de pacientes devem ser mantidas. A atenção permanece voltada principalmente aos grupos mais vulneráveis, como indígenas, idosos, recém-nascidos e pessoas com comorbidades.
A avaliação técnica indica que Dourados já ultrapassou a fase mais crítica da epidemia e vive agora um período de descenso epidemiológico, marcado pela redução contínua de casos, internações e impacto sobre os serviços de saúde.
Por: Redação
