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Vacina contra meningite tipo B desaparece de clínicas após mortes e aumento de casos em MS

Ilustrativa

O aumento dos casos de meningite em Mato Grosso do Sul tem provocado uma corrida pela vacina meningocócica tipo B em clínicas particulares, fazendo com que doses praticamente desapareçam do mercado nas últimas semanas. A preocupação cresceu após a confirmação de seis mortes pela doença no Estado somente em 2026.

De acordo com clínicas particulares de vacinação em Campo Grande, a procura pela vacina disparou diante da repercussão dos casos e do medo da população. Em alguns locais, o estoque quase zerou devido à alta demanda.

A clínica Amare Vacinas informou que precisou ampliar o estoque, mas enfrentou dificuldades para conseguir novas doses. Segundo relato de uma atendente, houve espera de aproximadamente 15 dias pela chegada de novos imunizantes ao Brasil.

Atualmente, as doses da vacina meningocócica B chegam a custar entre R$ 730 e R$ 865 em clínicas particulares da Capital, variando conforme a forma de pagamento. Para completar o esquema vacinal, são necessárias três aplicações, o que eleva ainda mais o custo para as famílias.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde explicou que a vacina meningocócica B ainda não integra o calendário nacional do SUS e, por isso, não é disponibilizada gratuitamente na rede pública.

Segundo a pasta, a inclusão de novas vacinas depende de avaliação técnica do Ministério da Saúde e da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisa critérios como impacto epidemiológico, eficácia, segurança e custo-benefício.

A secretaria também destacou que, até então, a cepa meningocócica tipo B não era considerada predominante no cenário epidemiológico brasileiro.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que Mato Grosso do Sul já confirmou 22 casos de meningite até a 15ª semana epidemiológica de 2026, além de seis mortes relacionadas à doença.

Entre os óbitos registrados neste ano, três ocorreram por meningite bacteriana, um por meningite causada por pneumococo, um por meningite fúngica e um por meningite não especificada.

Apesar da preocupação atual, a série histórica mostra redução gradual dos casos confirmados da doença nos últimos anos em Mato Grosso do Sul. Foram 134 casos em 2022, 132 em 2023, 131 em 2024 e 115 em 2025.

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas. As formas bacterianas são consideradas as mais perigosas e podem evoluir rapidamente para quadros graves e fatais.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência e irritabilidade. Especialistas alertam que o diagnóstico precoce e a vacinação continuam sendo as principais formas de prevenção contra a doença.


Por: Redação

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