Idosa de 82 anos morre por chikungunya e Dourados chega à 13ª vítima da doença em 2026
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| Ilustrativa |
Uma mulher de 82 anos morreu em decorrência da chikungunya em Dourados, município localizado a 251 quilômetros de Campo Grande. A confirmação do óbito foi divulgada nesta terça-feira (26) pelo COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), órgão criado pela Prefeitura para coordenar as ações de combate à epidemia no município.
Moradora do bairro Jardim Jóquei Clube, na região leste da cidade, a idosa possuía comorbidades, entre elas hipertensão e diabetes. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, os primeiros sintomas da doença surgiram no dia 8 de maio. Ela foi internada no Hospital da Vida no dia 15 e morreu no último domingo, dia 24 de maio.
Com a confirmação, Dourados contabiliza 13 mortes provocadas por complicações da chikungunya desde fevereiro deste ano. Desse total, 10 vítimas moravam na Reserva Indígena de Dourados e outras três residiam na área urbana do município.
Além dos casos confirmados, outras quatro mortes seguem em investigação pelas autoridades de saúde. Entre os pacientes estão uma mulher de 74 anos, um homem de 71 anos com doença renal crônica e diabetes, um idoso de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem de 50 anos que, segundo o boletim, não apresentava doenças crônicas informadas no momento da classificação de risco.
Os números da epidemia continuam preocupando. Até a manhã desta terça-feira, Dourados registrava 8.904 notificações da doença. Deste total, 4.306 casos foram confirmados, 4.025 descartados e 573 seguem em investigação.
Apesar do cenário alarmante, a prefeitura informou que houve redução significativa no número de internações nas últimas semanas. No período mais crítico da epidemia, os hospitais chegaram a registrar entre 52 e 58 pacientes internados simultaneamente. Atualmente, 28 pessoas seguem hospitalizadas por complicações da doença.
O secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, alertou que, apesar da redução dos focos do mosquito transmissor, a população deve continuar adotando medidas preventivas.
“O número de focos do mosquito nas fiscalizações realizadas pelos agentes tem recuado acentuadamente nas últimas semanas, mas a população precisa manter a vigilância e continuar seguindo as medidas preventivas, sobretudo de combate aos pontos com água parada nos quintais e no interior das casas”, destacou o secretário.
Os dados epidemiológicos mostram a evolução da epidemia ao longo do ano. Na semana 1, Dourados registrou 19 notificações. O número subiu para 72 na semana 6, chegou a 143 na semana 8 e atingiu o pico de 1.207 notificações na semana epidemiológica 12. A queda começou a ser observada a partir da semana 16, chegando a 240 notificações na semana epidemiológica 20.
Por: Redação
