Familiares cobram respostas e demonstram indignação após homenagem em caso de casal desaparecido há 12 anos
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| Redes Sociais |
O caso do desaparecimento de um casal ocorrido há mais de 12 anos, em Aquidauana, voltou a gerar forte repercussão e revolta entre familiares após uma publicação feita nas redes sociais questionar a condução das investigações e a recente homenagem prestada a um perito responsável por exames realizados em ossadas encontradas durante o caso.
A manifestação pública foi feita por Ana Carolina Galhardo, que utilizou as redes sociais para expressar indignação diante da falta de respostas concretas à família, mesmo após mais de uma década de espera.
Na publicação, Ana afirma que enquanto homenagens, discursos e aplausos foram realizados em reconhecimento ao trabalho pericial, familiares seguem convivendo diariamente com a dor, a incerteza e a ausência de conclusões definitivas sobre o desaparecimento do casal.
Segundo o relato, um dos pontos que mais causa revolta é o fato de, até hoje, não ter sido realizado exame de material genético com familiares para auxiliar oficialmente na identificação das ossadas encontradas.
“Durante mais de uma década, a esperança e o sofrimento caminharam lado a lado. O que mais revolta é saber que até hoje nenhum exame de material genético foi realizado pela família para ajudar na identificação definitiva”, escreveu.
A publicação também destaca o sofrimento emocional enfrentado pelos familiares ao longo dos anos. Para eles, a ausência de respostas impede o encerramento de um ciclo marcado pela angústia e pela espera constante por justiça.
“Não se trata apenas de ossadas. Estamos falando de vidas, histórias interrompidas e familiares que convivem diariamente com a angústia de não poder fechar um ciclo”, desabafou.
O texto termina com uma crítica direta ao reconhecimento público realizado antes da conclusão definitiva do caso. Segundo a familiar, nenhuma homenagem terá sentido enquanto a verdade não for completamente esclarecida.
“A dor de uma família não pode ser tratada como detalhe. Quem espera respostas há 12 anos não quer aplausos ou discursos bonitos. Quer apenas justiça, respeito e a oportunidade de finalmente encontrar paz”, finalizou.
Relembre o caso
Aguinaldo e a namorada Amanda desapareceram em janeiro de 2014, quando tinham 20 e 16 anos, respectivamente.
Na ocasião, o casal saiu de Anastácio em uma motocicleta com destino à Fazenda Iguaçu, onde trabalhava um tio de Aguinaldo.
Por volta das 15h daquela sexta-feira, Aguinaldo entrou em contato com a mãe informando que o pneu da motocicleta havia furado e que os dois retornariam para Anastácio. Depois disso, o casal nunca mais foi visto e nenhum outro contato foi realizado.
Como Aguinaldo era militar do Exército, equipes do Exército Brasileiro participaram das buscas na época do desaparecimento.
O delegado Luis Fernando Mesquita afirmou que a possibilidade das ossadas encontradas serem de Aguinaldo e Amanda é considerada muito grande. Agora, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul aguarda os resultados periciais e exames de DNA que poderão confirmar oficialmente a identidade das vítimas.
Por: Redação
