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Dourados investiga novas mortes por chikungunya e MS concentra 70% dos óbitos no país

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Dourados segue como o epicentro da chikungunya em Mato Grosso do Sul e atualmente investiga quatro mortes suspeitas pela doença. A cidade já confirmou 12 óbitos e soma 4.306 casos confirmados da infecção em 2026.

A vítima mais recente sob investigação é um homem de 71 anos. Outros três casos envolveram pacientes de 74, 50 e 84 anos. Todos moravam na área urbana do município e não eram indígenas.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (25), Dourados já registrou 8.904 notificações da doença neste ano. Desse total, 4.879 casos são considerados prováveis, 573 seguem em investigação e 4.025 foram descartados.

Atualmente, 28 pacientes permaneceram internados com suspeita ou confirmação de chikungunya. A taxa de positividade dos exames chega a 51%, indicando que mais da metade das pessoas testadas tiveram diagnóstico confirmado.

Mato Grosso do Sul vive cenário alarmante em relação à doença. Das 27 mortes por chikungunya registradas no Brasil em 2026, 19 ocorreram no Estado — o equivalente a 70,4% dos óbitos nacionais.

Além de Dourados, os municípios de Bonito e Jardim registraram duas mortes cada. Já Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna e Douradina tiveram um óbito confirmado cada.

A morte mais recente no Estado foi de uma mulher de 53 anos, moradora de Guia Lopes da Laguna . Ela morreu no dia 14 de maio após ser internada com sintomas respiratórios. O exame que confirmou chikungunya como causa da morte foi divulgado apenas na última quinta-feira (21).

Nos últimos dez anos, Mato Grosso do Sul registrou 24 mortes por doença. Somente em 2026, já são 19 óbitos confirmados, representando 79% de todas as mortes por chikungunya registradas na última década no Estado.



Por: Redação

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