Morador denuncia falta de atendimento humanizado em unidade de saúde de Corumbá
![]() |
| Redes Sociais |
Um relato de indignação registrado em Corumbá reacende o debate sobre a importância do atendimento humanizado na rede pública de saúde. A situação envolve a recusa na entrega de medicamento e, principalmente, a forma como o paciente teria sido tratado por uma atendente.
De acordo com a denúncia, uma pessoa procurou a unidade de saúde para retirar um medicamento com uma receita datada de 16 de março. Por ter se ausentado da cidade, não conseguiu buscar o remédio no período e retornou dias depois, com a receita vencida há cerca de oito dias.
No local, a atendente teria negado o atendimento, alegando que o documento estava fora do prazo de validade. Apesar de a regra poder estar sendo seguida, o que gerou revolta foi a postura adotada no atendimento.
Em relato, a moradora desabafou sobre a situação:
“Um pouco de solidariedade e compreensão resolve tantas coisas. Eu tenho certeza que o prefeito e a Secretaria de Saúde não comungam com atitudes hostis de alguns funcionários. Ambiente da área de saúde é lidar com pessoas debilitadas, tristes com seus problemas. Ninguém vai a um atendimento médico se estiver bem, ninguém toma remédio porque quer. A receita estava vencida há apenas oito dias. Se está cumprindo ordem, tudo bem, mas não precisa ser arrogante e grossa com as pessoas. Quem paga essa funcionária somos nós, com nossos impostos. Portanto, merecemos respeito”.
A denunciante ainda destacou a dificuldade enfrentada por quem depende exclusivamente do sistema público. “Se você tem dinheiro, vai até a farmácia e compra o remédio mesmo com receita vencida. E quem não tem? Vai ter que esperar até segunda-feira, marcar nova consulta e pedir outra receita”, completou.
O caso evidencia a importância do preparo dos profissionais que atuam diretamente com o público, especialmente na área da saúde, onde a empatia e o respeito são fundamentais no atendimento.
A crítica, segundo a moradora, não é direcionada à gestão municipal como um todo, mas a condutas individuais que não refletem o compromisso esperado no serviço público.
O episódio reforça a necessidade de humanização no atendimento, principalmente em setores essenciais como a saúde, onde acolhimento e sensibilidade fazem toda a diferença.
Por: Redação
