Procon-MS convoca distribuidoras para explicar alta dos combustíveis em meio à tensão internacional
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| Dourados agora |
A iniciativa ocorre em meio a um cenário de instabilidade no mercado global, marcado por tensões no Oriente Médio, situação que historicamente provoca reflexos no setor de energia. Nas últimas semanas, consumidores já começaram a perceber alterações nos preços nos postos de combustíveis do estado. Apesar disso, até o momento, a Petrobras não anunciou reajuste nos valores praticados em suas refinarias.
De acordo com o Procon-MS, algumas empresas independentes têm repassado diretamente aos seus produtos as oscilações registradas no mercado internacional do petróleo e no câmbio. Diante desse contexto, o órgão decidiu intensificar o acompanhamento dos preços praticados nos postos em todo o território sul-mato-grossense.
A fiscalização atende ainda a uma orientação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os órgãos federais solicitaram maior rigor no monitoramento para identificar possíveis práticas que possam prejudicar a concorrência no mercado brasileiro de combustíveis.
Como parte dessa estratégia, foi criada em Mato Grosso do Sul uma “sala de situação”, estrutura destinada a receber denúncias e coordenar ações de fiscalização. Neste primeiro momento, a prioridade será orientar os estabelecimentos para que mantenham margens de lucro compatíveis com as praticadas anteriormente, evitando reajustes considerados abusivos.
O Procon-MS informou que continuará acompanhando de perto a evolução dos preços no estado, com o objetivo de garantir maior transparência nas práticas comerciais e assegurar o respeito aos direitos dos consumidores.
Diesel mais caro já afeta o campo
Enquanto o debate sobre os preços ocorre nas cidades, produtores rurais de Mato Grosso do Sul já enfrentam dificuldades no campo. De acordo com relatos do setor, o preço do óleo diesel subiu mais de R$ 2 para os produtores após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Além do aumento, há dificuldade para encontrar o combustível no mercado.
Atualmente, o diesel tem sido comercializado por cerca de R$ 7,50 para os distribuidores. Para chegar às propriedades rurais, são acrescentados entre 25 e 30 centavos referentes aos custos de entrega, fazendo com que o valor final atinja aproximadamente R$ 7,70 por litro nas fazendas.
A escassez do combustível já começa a impactar o calendário agrícola do estado. Conforme boletim divulgado pela Aprosoja na segunda-feira (9), a colheita da soja em Mato Grosso do Sul alcançava 63% dos 4,8 milhões de hectares plantados. Na região norte, porém, o índice ainda estava em torno de 40%.
Segundo produtores, a falta de diesel tem provocado a paralisação de colheitadeiras e pode comprometer tanto a conclusão da safra de soja quanto o início do plantio do milho safrinha, aumentando a preocupação no setor agrícola.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


