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Ramon Dino perde a coroa, fica em 3º e vê sonho do bicampeonato escapar no Mr. Olympia

CNN 

Por alguns minutos, o sonho brasileiro pareceu vivo. Ramon Dino estava novamente no palco mais importante do fisiculturismo mundial, carregando a responsabilidade de defender o título conquistado em 2025 e buscar o tão esperado bicampeonato.

Mas, na madrugada deste sábado (26), em Las Vegas, nos Estados Unidos, veio o golpe.

Ramon terminou apenas na terceira colocação da Classic Physique e viu o título escapar das mãos. O britânico Niall Darwen ficou com a medalha de ouro, enquanto o alemão Mike Sommerfeld terminou em segundo.

Para o Brasil que acompanhou cada comparação, cada pose e cada atualização durante a madrugada, o resultado teve gosto de frustração. Era como esperar o apito final de uma Copa do Mundo depois de acreditar, até os últimos minutos, que a taça poderia voltar para casa.

GE


Ramon começou as prévias entre os atletas mais destacados. Nas primeiras comparações, o brasileiro permaneceu no centro do palco e dava sinais de que continuava na briga direta pelo título. A situação, porém, começou a mudar durante as apresentações.

Segundo a análise do ge, Ramon cometeu falhas na execução de algumas poses, principalmente no posicionamento das pernas. Aos poucos, perdeu a posição central para Darwen e Sommerfeld, que passaram a ocupar o protagonismo da disputa. Na final, o cenário não mudou.

Ramon ficou fora do centro durante praticamente toda a comparação decisiva. Niall e Mike concentraram a atenção dos árbitros e acabaram disputando diretamente o topo do pódio.

Quando o resultado foi anunciado, o brasileiro recebeu o bronze. O bicampeonato havia escapado. A expectativa em torno de Ramon era enorme.

Atual campeão da Classic Physique, o brasileiro chegou a Las Vegas depois de passar o ano inteiro concentrado no Olympia. Por ter vencido a competição em 2025, já estava classificado para a edição deste ano e colocou o principal objetivo da temporada na defesa do título.

Na véspera da competição, Ramon havia demonstrado confiança na conquista do bicampeonato.

Mas o palco não perdoou erros.

No fisiculturismo, detalhes podem mudar completamente uma classificação. Na Classic Physique, os árbitros avaliam não apenas volume muscular, mas também proporção, simetria, estética e apresentação.

E foi justamente durante a apresentação que a vantagem que Ramon parecia ter começou a desaparecer.

Após o resultado, Ramon Dino se pronunciou nas redes sociais.

O fisiculturista reconheceu que o terceiro lugar não era o resultado buscado e afirmou que assume a responsabilidade pelo desempenho. Ao mesmo tempo, agradeceu à família e à equipe e indicou que pretende retornar aos palcos no próximo ano.

A declaração resumiu o sentimento de uma madrugada que começou com esperança e terminou com silêncio. O brasileiro não deixou Las Vegas sem história. Pelo contrário.

Esta foi a sexta participação consecutiva de Ramon entre os cinco primeiros colocados da Classic Physique no Mr. Olympia. Antes do título de 2025, ele havia sido vice-campeão em 2022 e 2023, atrás de Chris Bumstead, e terminou em quarto em 2024.

Mas, naquela noite, nada disso diminuía a dor de ver o troféu escapar.

O Tempo

Apesar da frustração com Ramon, a participação brasileira começou com grandes resultados.

Eduarda Bezerra conquistou o bicampeonato da Wellness, enquanto Natalia Abraham Coelho venceu novamente a Women's Physique. As duas brasileiras ainda protagonizaram dobradinhas nacionais, com Isa Pereira Nunes e Zama Benta terminando como vice-campeãs de suas respectivas categorias.

Ou seja: o Brasil não saiu derrotado do Mr. Olympia como um todo, mas Ramon Dino carregava uma expectativa diferente.

Metrópoles 


Era o atual campeão. Era o nome que entrava no palco para defender a coroa. Era o brasileiro que havia feito milhares de fãs acordarem de madrugada para acompanhar cada segundo da disputa. E, dessa vez, a taça ficou longe das mãos brasileiras.

Niall Darwen conquistou o primeiro Mr. Olympia da carreira. Mike Sommerfeld terminou novamente entre os primeiros colocados, enquanto Ramon precisou se contentar com o terceiro lugar.

Para o Brasil, fica a mistura de orgulho e frustração.

Orgulho pelas conquistas de Eduarda e Natalia. Frustração porque o bicampeonato de Ramon, tão esperado, não veio.

E talvez seja justamente essa a força do esporte: durante meses, atletas trabalham em silêncio, longe dos holofotes, para que tudo seja decidido em alguns minutos sob as luzes de um palco.

Ramon entrou em Las Vegas como campeão, mas saiu com o bronze.

E para quem torceu pelo brasileiro, a sensação foi inevitável: o sonho do bi acabou ali, diante dos olhos, como uma final de Copa do Mundo que o Brasil acreditava que poderia vencer.




Por: Redação 

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