Homem é condenado a 11 anos de prisão após atropelar amigo duas vezes em MS
Rogério de Souza, de 42 anos, foi condenado a 11 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do amigo Osvaldo Ribas, de 57 anos, em Campo Grande. O homem foi atropelado duas vezes pelo réu após uma discussão ocorrida em agosto de 2019, no Jardim Los Angeles.
O julgamento aconteceu nesta sexta-feira (25), na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Os jurados rejeitaram as teses apresentadas pela defesa, incluindo a alegação de legítima defesa. O juiz Aluizio Pereira dos Santos determinou a prisão imediata de Rogério.
Conforme o processo, Osvaldo e Rogério eram amigos próximos e estavam em um bar na Rua Engenheiro Paulo Frontin quando começaram a discutir.
Testemunhas relataram que Osvaldo teria dado um soco em Rogério durante a briga. Depois da discussão, Rogério entrou em um Chevrolet Celta, atingiu o amigo e, segundo a sentença, passou novamente com o veículo sobre a vítima.
Osvaldo foi socorrido pelo Samu, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu antes de chegar à UPA das Moreninhas.
Durante o julgamento, a defesa sustentou que Osvaldo teria avançado contra Rogério com uma faca e ameaçado a mulher e os filhos do acusado.
Os jurados, porém, rejeitaram a versão de legítima defesa e também afastaram outras teses defensivas, como a de que a morte teria ocorrido sem intenção ou em razão de uma reação provocada por forte emoção.
Os jurados reconheceram que Rogério provocou intencionalmente a morte de Osvaldo, mas não consideraram comprovado o uso de meio cruel.
A pena foi inicialmente fixada em 12 anos de prisão. O magistrado reduziu um ano em razão da confissão do réu, chegando aos 11 anos de reclusão.
Além da prisão, Rogério deverá pagar R$ 10 mil de indenização à família da vítima, com correção e juros desde a data do crime. A sentença também determinou a perda do carro utilizado no atropelamento e proibiu o condenado de dirigir durante o cumprimento da pena.
O Ministério Público havia pedido uma indenização mínima de R$ 100 mil, mas o valor definido pelo juiz foi de R$ 10 mil.
Após o atropelamento, Rogério deixou o local e, segundo informações registradas na investigação, telefonou para a mulher dizendo que havia matado Osvaldo.
O Chevrolet Celta foi encontrado posteriormente com danos na lataria, manchas de sangue e o celular da vítima. Rogério só se apresentou à delegacia quatro dias depois, quando o veículo já havia sido apreendido.
A denúncia formal contra ele foi apresentada pelo Ministério Público em março de 2023.
Por: Redação