Tragédia no Nepal e Tibete já deixa quase 100 mortos e centenas de desaparecidos e feridos
Uma inundação repentina de grandes proporções atingiu nesta quarta-feira (26) a região entre o Nepal e o Tibete, provocando destruição, mortes e deixando centenas de pessoas desaparecidas.
O desastre ocorreu na região do rio Bhote Koshi, próximo à fronteira entre os dois territórios. Uma enorme quantidade de água, lama e detritos avançou rapidamente pelos vales, atingindo comunidades, estradas, pontes e estruturas de infraestrutura.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, um deslizamento de terra e rochas teria provocado o bloqueio do curso de um rio. A posterior liberação repentina da água teria formado uma poderosa onda de inundação que desceu pela região.
Ainda não existe uma conclusão definitiva sobre a origem do desastre. Entre as hipóteses investigadas estão um possível terremoto de magnitude 4,4, deslizamento de terra e o colapso de estruturas naturais de gelo e rocha nas áreas montanhosas.
No Nepal, pelo menos 95 corpos já foram recuperados, enquanto centenas de pessoas continuam desaparecidas. O número pode aumentar conforme as equipes conseguem acessar áreas que ficaram isoladas pela destruição.
Entre os desaparecidos estão turistas estrangeiros que viajavam pela região, incluindo pessoas que participavam de peregrinações e excursões próximas ao Monte Kailash.
Um levantamento preliminar apontou 384 viajantes desaparecidos, sendo 291 estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses.
Do lado chinês da fronteira, um grande deslizamento atingiu a região de Gyirong, causando danos à infraestrutura e deixando vítimas.
As autoridades chinesas informaram inicialmente três mortes e 265 pessoas desaparecidas na região afetada. Estradas, energia e comunicações também foram prejudicadas.
Imagens registradas na região mostram a força da enxurrada avançando rapidamente e obrigando pessoas a correrem para escapar da água e dos destroços.
Equipes de resgate foram mobilizadas pelo Nepal, incluindo militares e policiais. Helicópteros e drones estão sendo utilizados para tentar alcançar áreas isoladas, mas a destruição de estradas e pontes dificulta o trabalho das equipes.
O cenário continua perigoso devido ao nível elevado dos rios e à possibilidade de novos deslizamentos e inundações.
A região atingida também é importante para o turismo e para peregrinações religiosas, o que explica a presença de tantos estrangeiros entre os desaparecidos.
A tragédia deixa um rastro de destruição no Himalaia e mobiliza uma grande operação de resgate em busca das centenas de pessoas que ainda não foram localizadas.
Por: Redação

