Após audiência de custódia, professor de Aquidauana permanece preso por suspeita de es*upr0 de enteada de 13 anos
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| Professor preso em Aquidauana |
O homem havia sido preso no domingo (16), em um hotel no município de Anastácio, durante diligências realizadas pela Polícia Civil. Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.
O caso começou a ser investigado na sexta-feira (14), quando a mãe da adolescente procurou a Polícia Civil após tomar conhecimento de possíveis atos de natureza sexual envolvendo a filha e o investigado. O boletim de ocorrência foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Aquidauana e os fatos foram inicialmente registrados como estupro de vulnerável e fornecimento de bebida alcoólica a criança ou adolescente.
Segundo o registro policial, a mãe estava fora de Aquidauana quando recebeu uma mensagem da filha perguntando se poderia conversar com ela. Durante uma ligação, a adolescente teria pedido que a mãe acreditasse no que iria contar e relatado uma situação envolvendo o professor.
Conforme consta no boletim, a adolescente teria contado que o investigado a abraçou, segurou sua cintura e manifestado intenção de beijá-la enquanto ela estivesse usando pijama. O relato também menciona comentários de natureza sexual relacionados ao corpo da adolescente.
Após retornar a Aquidauana, a mãe teria reunido familiares e confrontado o investigado sobre o que havia sido relatado pela filha. A conversa foi registrada por meio de um aparelho celular e posteriormente entregue à Polícia Civil.
Segundo o boletim de ocorrência, durante os questionamentos, o investigado teria reconhecido a situação e classificado a própria conduta como uma “falha de caráter” e um “desvio de caráter”. Em determinado momento da conversa, conforme registrado pela mãe, ele teria utilizado a expressão “fiz mesmo”. O conteúdo da gravação deverá ser analisado pelas autoridades.
Ainda conforme o relato apresentado à polícia, após a situação, o investigado teria pedido desculpas à adolescente e solicitado que ela não contasse o ocorrido a outras pessoas. Segundo o registro, ele teria afirmado que aquilo “morreria ali” e que não queria perder a confiança da menina.
A mãe informou à Polícia Civil que evitou fazer novos questionamentos detalhados à filha para não interferir no relato que deverá ser apresentado pela adolescente durante o depoimento especial.
Além da suspeita de violência sexual, a Polícia Civil também investiga o suposto fornecimento de bebida alcoólica à adolescente. Segundo o boletim, uma integrante da família relatou que o investigado teria fornecido bebidas do tipo “ice” para ela e para a adolescente.
A mãe declarou que proibia as filhas de consumir bebidas alcoólicas e que o investigado tinha conhecimento dessa orientação. O registro também menciona uma situação em que o professor teria comprado uma bebida do tipo “ice” para a adolescente, que estaria sozinha na residência.
Duas garrafas vazias de bebida alcoólica Ice Cabaré, de 275 ml, foram relacionadas no boletim como objetos vinculados ao caso. Segundo informações repassadas à reportagem sobre o conteúdo do áudio entregue à polícia, o investigado também teria admitido ter comprado e fornecido bebida à adolescente.
Após o início das investigações, policiais civis realizaram diligências para localizar o suspeito. Ele acabou encontrado no domingo (16), em um hotel em Anastácio, onde recebeu voz de prisão.
Nesta segunda-feira (17), após a audiência de custódia, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva. Com isso, o professor continuará preso enquanto novas diligências são realizadas e os elementos reunidos pela Polícia Civil são analisados.
Uma das próximas etapas deverá ser o depoimento especial da adolescente de 13 anos, procedimento utilizado para garantir uma escuta protegida de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
A Polícia Civil também deverá analisar a gravação apresentada pela família, ouvir pessoas que possam contribuir com a investigação e verificar os demais elementos relacionados ao caso.
O professor permanece preso e à disposição da Justiça. Ele é investigado e não possui condenação definitiva pelos fatos. A defesa tem direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.
A identidade da adolescente é preservada por se tratar de menor de idade e possível vítima de violência sexual.
Por: Redação

