Mulher desaparecida a meses é encontrada morta e enterrada em MS
Uma mulher de 30 anos, que estava desaparecida desde janeiro, foi encontrada morta e enterrada em uma cova na cidade de Inocência, no interior de Mato Grosso do Sul. A vítima foi identificada como Izabele Cristine da Silva Santos, moradora de Três Lagoas.
O corpo foi localizado pela Polícia Civil de Inocência e apresentava uma situação que chamou a atenção dos investigadores: Izabele estava com o corpo dobrado e as pernas amarradas junto ao tronco, antes de ser enterrada e coberta com terra.
Segundo as informações divulgadas pela investigação, a família registrou o desaparecimento em fevereiro, depois que Izabele deixou de ser vista.
O último contato com os familiares teria acontecido em 20 de janeiro. Na época, também havia informações de que ela poderia estar em Inocência, justamente o município onde seu corpo acabou sendo encontrado.
As investigações levaram à prisão de duas mulheres suspeitas de envolvimento no crime.
Uma delas foi localizada em Campo Grande, em uma ação realizada com apoio do GARRAS. A outra foi encontrada e presa em Cuiabá (MT), por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso.
As duas tiveram prisões temporárias decretadas pela Justiça e permanecem à disposição das autoridades.
Conforme a investigação, Izabele teria sido agredida nas proximidades de um estabelecimento e posteriormente levada para dentro do local.
A polícia trabalha com a hipótese de que as agressões começaram após um desentendimento relacionado ao consumo de entorpecentes que supostamente pertenciam às investigadas.
Ainda segundo a investigação, a vítima teria sofrido diversas agressões físicas e posteriormente sido morta com um corte no pescoço.
Depois do crime, as suspeitas teriam dobrado o corpo, amarrado as pernas junto ao tronco e enterrado o cadáver em uma cova, numa tentativa de dificultar sua localização.
O corpo deverá passar por exames médico-legais e perícias, que poderão esclarecer com maior precisão a causa e as circunstâncias da morte.
O caso é investigado, inicialmente, como homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver. A classificação poderá mudar conforme o avanço das investigações e os resultados das perícias.
Por: Redação
