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Lula e Trump falam sobre eleições durante ligação telefônica nesta sexta-feira

 

CNN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (21), em uma ligação que também tratou das eleições no Brasil.

Segundo informações apuradas pela CNN Brasil com fontes, Trump perguntou a Lula sobre o cenário eleitoral brasileiro. O presidente brasileiro teria respondido que as campanhas estão transcorrendo com tranquilidade e que existem vários candidatos à Presidência.

Durante a conversa, Lula também teria defendido o sistema eleitoral brasileiro, afirmando que a Justiça Eleitoral garante eleições livres e transparentes.

Apesar da pergunta sobre as eleições, fontes ouvidas pela reportagem afirmam que nenhum integrante da família Bolsonaro foi citado durante a conversa.

Também não teriam sido mencionados ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nem uma eventual aplicação de novas sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

Integrantes do governo brasileiro avaliam que a pergunta feita por Trump pode ter sido apenas uma “cortesia”, considerando que o presidente norte-americano já sabe que Lula pretende disputar a reeleição.

Além do cenário eleitoral, a conversa entre os dois presidentes envolveu as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Segundo o Palácio do Planalto, Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que as equipes dos dois países voltem a se reunir o mais rapidamente possível.

Lula, por sua vez, voltou a contestar as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a recente imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros, classificando como infundadas as alegações utilizadas para embasar a medida.

Outro assunto tratado foi a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.

Lula defendeu uma atuação conjunta e afirmou que grupos criminosos exercem violência e terror cotidiano sobre populações mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, ressaltou que essas organizações não devem ser confundidas com grupos terroristas e que o Brasil possui instrumentos próprios para combatê-las.

A conversa ocorre em um momento de forte atenção às relações entre Brasília e Washington, especialmente diante das discussões comerciais e da aproximação das eleições brasileiras.

Por enquanto, porém, o que chamou atenção foi justamente a conversa sobre o cenário eleitoral: Trump perguntou, Lula respondeu e nenhum nome da família Bolsonaro teria sido colocado na mesa.




Por: Redação

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