Homem é condenado a prisão por matar cinco filhotes de cachorro em MS
Um homem foi condenado a 4 anos, 3 meses e 10 dias de prisão, em regime semiaberto, por maltratar e provocar a morte de cinco filhotes de cachorro em Campo Grande. A sentença foi proferida pelo juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 8ª Vara Criminal.
O crime aconteceu em 9 de fevereiro de 2024, na casa da mãe do acusado, no bairro Aero Rancho.
Segundo a denúncia, após uma discussão, o homem foi até os fundos da residência, onde havia um canil. No local, ele colocou os cinco filhotes, que tinham aproximadamente uma semana de vida, dentro de uma fossa, utilizando o tubo de suspiro.
Os animais ficaram presos e morreram no interior da estrutura.
A mãe do acusado contou que ouviu os filhotes latindo depois que o filho cometeu o ato. O irmão do homem também tentou retirar os animais, mas não conseguiu devido à estrutura da fossa.
Durante o processo, a defesa argumentou que o homem não teria intenção de maltratar os animais, mas que teria colocado os filhotes na fossa com o objetivo de atingir emocionalmente a própria mãe.
Também foi alegado que ele estaria sob efeito de drogas e álcool.
Os argumentos não foram aceitos pela Justiça. Para o magistrado, o acusado tinha consciência de que colocar os animais dentro da fossa provocaria a morte deles.
Inicialmente, a pena-base foi estabelecida em 2 anos e 9 meses de reclusão, além de 97 dias-multa.
Com o aumento previsto para crimes em que ocorre a morte do animal, a pena chegou a 3 anos, 2 meses e 15 dias. Como foram cinco animais vítimas da ação, houve novo aumento de um terço, resultando na pena definitiva de 4 anos, 3 meses e 10 dias de prisão e 150 dias-multa.
Por ultrapassar quatro anos, a pena não poderá ser substituída por medidas alternativas.
Além da prisão, o homem foi proibido de manter animais domésticos sob sua tutela pelo mesmo período da pena.
O caso chama atenção pela crueldade contra animais recém-nascidos e pela decisão judicial que determinou uma punição de mais de quatro anos de reclusão.
Por: Redação

