Crise financeira faz Casas Bahia fecha sete lojas em MS e demitir 130 trabalhadores
O Grupo Casas Bahia fechou sete lojas em Mato Grosso do Sul, provocando a demissão de aproximadamente 130 trabalhadores em meio à grave crise financeira enfrentada pela empresa.
As unidades encerradas estavam localizadas em Campo Grande, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Dourados, sendo duas lojas fechadas no município de Dourados. A medida faz parte de um amplo processo de reestruturação anunciado pela companhia em todo o país.
A situação gerou preocupação entre os trabalhadores e também mobilizou o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). Segundo a entidade, alguns funcionários teriam sido comunicados sobre a demissão apenas verbalmente, sem receber documentos ou informações adequadas sobre os procedimentos e direitos trabalhistas.
Diante da situação, o sindicato informou que pretende solicitar uma mediação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para acompanhar os desligamentos e buscar garantir que os trabalhadores recebam todos os direitos previstos em lei.
O presidente do SECCG, Carlos Santos, lamentou o fechamento das unidades e destacou o impacto provocado pela medida para as famílias que dependiam dos empregos.
O fechamento das lojas ocorre enquanto o Grupo Casas Bahia atravessa um dos momentos financeiros mais delicados de sua história. Na última semana, a companhia informou ter registrado prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 e anunciou o fechamento de 298 lojas em todo o Brasil.
Além da redução da quantidade de unidades físicas, a empresa também anunciou medidas para diminuir seu quadro de funcionários e redimensionar investimentos, concentrando esforços principalmente nas áreas de tecnologia e logística.
Na segunda-feira (17), o conselho de administração da companhia aprovou o pedido de recuperação judicial, apresentado à Justiça de São Paulo. A medida busca reorganizar as dívidas e permitir a continuidade das atividades da empresa diante da deterioração de sua situação econômico-financeira.
Entre os fatores apontados pela companhia para a crise estão as taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo e o capital de giro.
Apesar da recuperação judicial e dos fechamentos, a empresa afirmou que pretende manter suas operações nos canais existentes, priorizando o atendimento aos consumidores durante o processo de reestruturação.
Em Mato Grosso do Sul, porém, o impacto já é sentido diretamente por cerca de 130 trabalhadores que perderam seus empregos, enquanto o sindicato busca garantir que os desligamentos ocorram de maneira regular e com o cumprimento de todos os direitos trabalhistas.
Por: Redação

