Com vacinação em apenas 73%, MS mantém alerta para possível retorno do sarampo
11:23
Midiamax
Campo Grande continua em alerta diante do risco de reintrodução do sarampo. A preocupação aumenta principalmente por causa da cobertura vacinal abaixo do nível considerado ideal pelas autoridades de saúde.
Dados parciais apontam que apenas 73% do público-alvo está protegido contra a doença na Capital, enquanto a meta recomendada pelo Ministério da Saúde é de 95%.
Apesar do alerta, Campo Grande não registra casos de sarampo desde 2020. Em Mato Grosso do Sul, 14 casos suspeitos foram investigados em 2026 e, até o momento, todos foram descartados.
O principal motivo é a circulação do vírus em outras regiões do país, o que aumenta a possibilidade de que casos sejam importados para Mato Grosso do Sul.
O Ministério da Saúde destaca que o sarampo é uma doença altamente transmissível e que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Mesmo com o Brasil mantendo atualmente o status de país livre da circulação endêmica do vírus, casos isolados ou importados podem ocorrer.
Em 2026, até a semana epidemiológica 14, o Ministério da Saúde havia confirmado casos no Rio de Janeiro e em São Paulo, reforçando a necessidade de manter a população protegida.
Em Campo Grande, a Campanha Nacional de Multivacinação 2026 segue até 1º de setembro, com as unidades de saúde preparadas para verificar as cadernetas e aplicar doses que estejam atrasadas.
Embora o público principal da campanha seja formado por crianças e adolescentes menores de 15 anos, pessoas de outras idades também podem aproveitar o período para verificar se a vacinação está em dia.
A orientação é que pais e responsáveis levem as crianças às unidades de saúde com a caderneta de vacinação, quando disponível, para que a equipe possa verificar quais doses são necessárias.
O fato de Campo Grande não registrar casos atualmente não significa que o risco seja inexistente. A cobertura de 73% mostra que ainda existe uma parcela da população que precisa ser protegida para que a cidade alcance o nível de segurança recomendado.
A vacinação não protege apenas quem recebe a dose: quanto maior a cobertura, menor a possibilidade de o vírus encontrar pessoas suscetíveis e voltar a circular na comunidade.
Por: Redação

