Padrasto que estuprou enteada com deficiência é condenado a 15 anos de prisão em MS
Um homem foi condenado a 15 anos e cinco meses de prisão em regime inicial fechado por estuprar de forma continuada a própria enteada adolescente, portadora de deficiência intelectual, em Camapuã, a 140 km de Campo Grande. O crime ocorreu em abril de 2007, quando a vítima tinha 14 anos, em uma propriedade rural, e era praticado sob ameaças de morte contra a jovem e a mãe.
Após a denúncia, o acusado fugiu e ficou foragido por mais de 15 anos, o que levou à suspensão do processo e do prazo prescricional em 2009. Ele acabou preso em Campo Grande em outubro de 2025, permitindo a retomada da ação penal, que foi julgada em julho de 2026.
A Justiça acolheu integralmente a acusação do Ministério Público e condenou o réu por estupro de vulnerável, com aumento de pena por ser padrasto e pela continuidade delitiva, já que os abusos ocorreram diversas vezes. Também pesou contra ele o fato de ter dopado a vítima com uma injeção em uma das ocasiões para facilitar o crime.
O juiz negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva para garantir a aplicação da lei penal e proteger a integridade física e psicológica da vítima, que continuou sofrendo ameaças mesmo enquanto o agressor estava foragido. O processo tramita em segredo de Justiça.
Por: Redação
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