Obesidade se torna terceiro maior inimigo dos rins e especialistas alertam para sinais silenciosos da doença
A obesidade passou a ocupar um lugar de destaque entre os principais fatores de risco para doenças renais, ao lado da hipertensão arterial e do diabetes. O alerta é de especialistas, que apontam o avanço do excesso de peso como um dos responsáveis pelo aumento dos casos de doença renal crônica em pessoas cada vez mais jovens.
Atualmente, o diabetes e a hipertensão continuam sendo as duas principais causas de lesões nos rins. O excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos responsáveis pela filtração, enquanto a pressão alta compromete o funcionamento do órgão ao longo do tempo. A obesidade, por sua vez, além de favorecer essas duas doenças, provoca sobrecarga direta nos rins e estimula processos inflamatórios que aceleram a perda da função renal.
Especialistas destacam que um dos maiores desafios é o fato de a doença renal crônica evoluir de forma silenciosa. Nas fases iniciais, a maioria dos pacientes não apresenta sintomas, o que faz com que o diagnóstico aconteça apenas quando parte significativa da função dos rins já foi comprometida.
Quando surgem, os sinais costumam incluir inchaço nas pernas e ao redor dos olhos, urina espumosa, alterações na frequência urinária, cansaço excessivo, náuseas, perda de apetite e dificuldade para controlar a pressão arterial. Em casos mais avançados, a doença pode levar à necessidade de diálise ou transplante renal.
Os médicos reforçam que a prevenção continua sendo a principal estratégia para preservar a saúde dos rins. Manter alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, a pressão arterial e os níveis de glicose, além de evitar o tabagismo, são medidas fundamentais para reduzir o risco da doença.
Outro ponto importante é realizar exames periódicos, principalmente pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade, histórico familiar de doença renal ou idade mais avançada. Exames simples, como creatinina no sangue e análise de urina, permitem identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento antes que ocorram danos irreversíveis aos rins.
Por: Redação
