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Novo tratamento reduz em 83% risco de avanço do mieloma múltiplo e aumenta esperança de controle da doença

 

CNN

Uma nova combinação de imunoterapias trouxe resultados promissores para o tratamento do mieloma múltiplo, um tipo de câncer do sangue que ainda não possui cura definitiva. Segundo estudos clínicos, a terapia reduziu em 83% o risco de progressão da doença ou morte quando comparada aos tratamentos tradicionais. 

A estratégia combina dois medicamentos, teclistamabe e daratumumabe, em uma abordagem conhecida como “Tec-dara”. A combinação foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado ou resistente ao tratamento, que já passaram por pelo menos uma linha de terapia.

Os resultados do estudo internacional MajesTEC-3 mostraram que cerca de oito em cada dez pacientes permaneceram vivos e sem avanço da doença após três anos de acompanhamento. A pesquisa também apontou uma taxa de sobrevida global de 83,3% no período analisado. 

O mieloma múltiplo afeta os plasmócitos, células da medula óssea responsáveis pela produção de anticorpos. Quando essas células sofrem alterações e passam a se multiplicar de forma descontrolada, podem causar problemas como anemia, dores ósseas, fraturas, infecções frequentes e alterações nos rins. 

A nova terapia funciona estimulando o sistema imunológico a identificar e atacar as células cancerígenas. O teclistamabe atua aproximando células de defesa do organismo das células do mieloma, enquanto o daratumumabe ajuda a direcionar a resposta imunológica contra o tumor. 

Apesar dos resultados considerados um avanço importante, especialistas alertam que o acesso ao tratamento ainda é um desafio. A terapia foi aprovada pela Anvisa, mas ainda não está disponível para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo avaliação de especialistas da área.

Para médicos e pesquisadores, o avanço representa uma mudança no tratamento de pacientes que tiveram recaídas, aumentando as chances de controle prolongado da doença e trazendo a possibilidade de uma “cura funcional”, quando o paciente permanece por muitos anos sem sinais de atividade do câncer. 




Por: Redação

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