MS registra mais de 1,2 mil pessoas desaparecidas em 2025 e supera média nacional, aponta anuário
Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com 1.257 registros de pessoas desaparecidas, índice superior à média nacional, segundo dados divulgados pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Apesar de representar uma pequena redução de 1,8% em relação a 2024, quando foram registrados 1.270 casos, o Estado continua entre os que apresentam taxas mais elevadas do país.
A taxa sul-mato-grossense chegou a 43 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes, acima da média brasileira, que ficou em 39,5 casos por 100 mil habitantes. Em todo o Brasil, foram contabilizados 84.269 desaparecimentos em 2025, um aumento de aproximadamente 3,6% em comparação ao ano anterior.
Outro dado que chama atenção é o número de pessoas localizadas. Em Mato Grosso do Sul, os registros passaram de 1.589 pessoas encontradas em 2024 para 1.222 em 2025. O anuário destaca, porém, que esses casos não correspondem necessariamente a desaparecimentos registrados no mesmo ano, já que muitas pessoas localizadas haviam desaparecido em períodos anteriores.
O levantamento também mostra que o cenário é semelhante em toda a região Centro-Oeste. O Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul registraram índices superiores à média nacional, evidenciando que o desaparecimento de pessoas continua sendo um desafio para a segurança pública na região.
Em nível nacional, o perfil predominante das pessoas desaparecidas é de homens entre 18 e 59 anos, que representam a maior parte dos registros. O anuário também aponta que 45,2% dos desaparecidos pertencem à população negra. Especialistas ressaltam que os desaparecimentos podem estar relacionados a diferentes fatores, como conflitos familiares, problemas de saúde mental, acidentes, violência, exploração criminosa e outros contextos que exigem investigação individualizada.
Por: Redação
