Irmãos são condenados a mais de 30 anos por assassinato de contraventor do Rio
| Ilustração Guilherme Nucci |
Os irmãos Pedro Emanuel e Otto Samuel D' Onofre Andrade Silva Cordeiro foram condenados pelo I Tribunal do Júri do Rio de Janeiro pelo assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, genro do bicheiro Castor de Andrade.
O crime ocorreu em novembro de 2020, em uma emboscada no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, quando Iggnácio retornava de helicóptero de Angra dos Reis, como fazia semanalmente ao lado da esposa.
O juiz Thiago Portes fixou a pena de Pedro Emanuel em 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão, enquanto Otto Samuel foi condenado a 31 anos, 5 meses e 6 dias, ambos em regime inicialmente fechado.
Segundo a denúncia, os executores se esconderam em um terreno vizinho ao heliponto e usaram fuzis; Fernando foi morto com um tiro na cabeça, na frente da esposa, que ainda estava dentro da aeronave.
Na sentença, o magistrado destacou a frieza e a violência do crime, ressaltando que Pedro, então policial militar, utilizou conhecimentos da corporação para servir à máfia do jogo do bicho, traindo o dever funcional. A presença da esposa no momento da execução foi considerada circunstância que agravou a pena. Os réus ficaram em silêncio no interrogatório, e a defesa anunciou que irá recorrer.
Outro envolvido, Rodrigo Silva das Neves, já havia sido condenado em abril deste ano a mais de 32 anos de reclusão. O contraventor Rogério de Andrade, primo da esposa de Iggnácio e apontado como mandante, responde em processo separado e segue preso em presídio federal, aguardando julgamento.
Por: Redação
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