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Gasolina com mais etanol: veja o que muda para o motorista e quais carros exigem mais atenção

 

CNN

A gasolina vendida no Brasil passará a ter uma nova composição a partir de 1º de agosto, com o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro de 30% para 32%, conhecida como E32. A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.

Segundo especialistas, a mudança será praticamente imperceptível para quem dirige veículos mais modernos. Motores flex, híbridos e a maioria dos carros vendidos oficialmente no Brasil já são desenvolvidos para operar com altos percentuais de etanol e não devem apresentar problemas mecânicos.

Já os proprietários de carros antigos ou de alguns modelos importados devem ficar atentos. O aumento do teor de etanol pode acelerar o desgaste de componentes como mangueiras, juntas, bombas de combustível e peças do sistema de alimentação, principalmente em veículos que não foram projetados para esse tipo de combustível ou que já apresentam desgaste natural pelo tempo de uso.

Outro impacto esperado é uma leve redução na autonomia dos veículos. Como o etanol possui menor poder calorífico do que a gasolina, o consumo pode aumentar discretamente, embora especialistas afirmem que a diferença tende a ser pequena para a maioria dos motoristas.

Em relação ao preço, o governo estima uma redução de cerca de R$ 0,03 por litro da gasolina, além de diminuir a necessidade de importação de aproximadamente 900 milhões de litros do combustível por ano. No entanto, especialistas avaliam que esse desconto pode não chegar integralmente ao consumidor final, dependendo da política de preços adotada pelos postos de combustíveis.

A medida faz parte da política de ampliação do uso de biocombustíveis prevista na Lei do Combustível do Futuro, que já autoriza, futuramente, a elevação da mistura para até 35% de etanol, desde que novos testes comprovem a segurança da mudança para a frota nacional. 




Por: Redação

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