Anvisa aprova novo medicamento para tratar tipo agressivo de linfoma
| Informações Agência Brasil |
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento de pacientes com linfoma difuso de grandes células B, um dos tipos mais agressivos e frequentes de linfoma não Hodgkin.
A autorização foi publicada nesta segunda-feira (20) e amplia as opções terapêuticas para adultos cuja doença voltou, não respondeu aos tratamentos anteriores e que não podem ser submetidos ao transplante autólogo de medula óssea.
O medicamento aprovado é o Columvi (glofitamabe), que deverá ser utilizado em combinação com os quimioterápicos gemcitabina e oxaliplatina. Segundo a Anvisa, a terapia usa a imunoterapia para estimular o próprio sistema imunológico a combater as células cancerÃgenas.
O glofitamabe é um anticorpo monoclonal biespecÃfico, que atua ligando ao mesmo tempo uma proteÃna presente nas células tumorais e outra nas células de defesa do organismo. Com isso, aproxima os linfócitos T das células do câncer para que elas sejam reconhecidas e destruÃdas.
A aprovação é especialmente importante para pacientes com recaÃda ou resistência ao tratamento inicial, grupo que costuma ter menos alternativas terapêuticas. Estudos apontam aumento da sobrevida, maior controle da doença e crescimento da taxa de resposta completa ao tratamento.
Apesar da liberação para comercialização no paÃs, o medicamento ainda não será oferecido automaticamente pelo SUS. Para isso, a tecnologia precisa passar pela avaliação da Conitec, e a cobertura pelos planos de saúde dependerá das regras da ANS.
O linfoma não Hodgkin reúne mais de 80 tipos de câncer que se desenvolvem nos linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. Já o subtipo difuso de grandes células B evolui rapidamente e exige diagnóstico e tratamento precoces.
Os principais sintomas incluem aumento dos gânglios no pescoço, axilas ou virilha, febre persistente, suor noturno intenso, perda de peso sem explicação, fadiga, coceira na pele e falta de ar.
Por: Redação
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