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Sonho vira pesadelo: mulher perde R$ 10 mil após pedreiros abandonarem reforma em MS

 

Midiamax

O sonho de reformar a própria casa e criar um espaço para atividades de leitura infantil acabou se transformando em um grande prejuízo para uma escritora de Campo Grande. Após contratar dois pedreiros para realizar melhorias no imóvel, a mulher viu os profissionais abandonarem a obra antes da conclusão dos serviços, causando perdas que ultrapassam R$ 10 mil.

A escritora, que atua na literatura infantil e realiza apresentações em diversas cidades, contratou os trabalhadores em setembro do ano passado. Segundo o combinado, a reforma deveria ser concluída até dezembro, mas o prazo nunca foi cumprido.

De acordo com a moradora, os profissionais eram parentes de uma pessoa conhecida, o que contribuiu para a relação de confiança. Durante a execução da obra, ela afirma que procurou manter uma convivência amigável, oferecendo refeições e atendendo a pedidos frequentes de adiantamentos em dinheiro, além de compras de alimentos e até botijões de gás para os trabalhadores.

As justificativas para os atrasos eram constantes. Segundo a vítima, os pedreiros alegavam que recuperariam o tempo perdido trabalhando aos finais de semana, promessa que nunca se concretizou.

Com a chegada das chuvas, no início de dezembro, os trabalhadores simplesmente deixaram a obra inacabada e não retornaram mais ao local.

Além do prejuízo financeiro relacionado à mão de obra paga, a escritora também perdeu materiais de construção. Sacos de cimento e argamassa ficaram expostos e acabaram danificados pela chuva. O desperdício gerou um prejuízo adicional de aproximadamente R$ 900.

A vítima relata ainda que enfrenta problemas de saúde, o que dificultou qualquer tentativa de evitar os danos causados pelo abandono da obra.

Sem possuir contrato formal assinado, a moradora decidiu recorrer à Justiça utilizando como provas conversas registradas por WhatsApp e comprovantes de transferências bancárias realizadas aos trabalhadores.

O processo tramita atualmente na 7ª Vara do Juizado Especial Cível de Campo Grande. Em decisão recente, a Justiça determinou que a autora apresente, no prazo de 15 dias, o valor total acertado para a reforma. A informação é necessária para definir se o caso continuará sendo analisado pelo Juizado Especial, responsável por ações de até 40 salários mínimos.

Para a escritora, a experiência serve de alerta para quem pretende construir ou reformar. Segundo ela, a ausência de um contrato por escrito pode transformar um projeto familiar em uma longa batalha judicial.



Por: Redação

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