"Quem vai gostar de mim agora" Irmão de 4 anos viu menino morrer em incêndio em Terenos
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A Polícia Civil investiga as circunstâncias do incêndio que resultou na morte de um menino de 7 anos, na noite de domingo (28), em Terenos, município localizado a cerca de 32 quilômetros de Campo Grande. A principal linha de investigação aponta que as crianças poderiam estar brincando com um isqueiro antes do início das chamas.
De acordo com as informações apuradas, a família participava de uma confraternização na área externa da residência enquanto as crianças brincavam no interior do imóvel. O incêndio teria sido percebido por uma terceira criança, que correu para avisar os adultos.
Ao tentarem entrar na casa para controlar as chamas e resgatar o menino, os familiares foram surpreendidos pelo avanço do fogo e pela intensa fumaça. Com a abertura da porta, o incêndio se alastrou rapidamente, dificultando o acesso ao interior da residência. A vítima foi encontrada posteriormente em um dos cômodos, escondida atrás de um sofá, onde teria tentado se proteger do fogo.
Na manhã desta segunda-feira (29), equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica realizaram uma perícia no imóvel. Um isqueiro foi recolhido no quarto atingido pelas chamas e será analisado para auxiliar na identificação da causa do incêndio. Os peritos também investigam a possibilidade de uma origem elétrica ou de contato direto com uma fonte de fogo.
Outro fato que chamou a atenção dos investigadores é que o irmão mais novo da vítima, de apenas 4 anos, presenciou o incêndio. Conforme apurado, após a tragédia, a criança teria perguntado à mãe: "Quem vai gostar de mim agora?". Muito abalado, o menino deverá ser ouvido por meio de escuta especializada, procedimento adotado para proteger crianças em situações traumáticas.
Segundo o delegado Matheus Crovador, responsável pelo caso, a hipótese inicial é de uma fatalidade. No entanto, a Polícia Civil ainda apura todas as circunstâncias para verificar se houve eventual omissão ou qualquer responsabilidade criminal.
"A princípio, foi uma fatalidade. As crianças talvez estivessem brincando com um isqueiro, o que resultou no incêndio que ceifou a vida do menino. Precisamos colher depoimentos e aguardar o resultado da perícia para verificar se houve alguma responsabilização criminal ou se, infelizmente, trata-se apenas de uma tragédia", afirmou o delegado.
O médico legista também deverá apontar, por meio dos exames periciais, se a criança morreu em decorrência das queimaduras ou por asfixia causada pela fumaça.
A perícia foi acompanhada por uma tia da vítima, já que a mãe permanece em estado de profundo abalo emocional. O laudo técnico deverá ser concluído e entregue à Polícia Civil em até dez dias, servindo de base para o prosseguimento das investigações.
Familiares classificaram o ocorrido como uma tragédia imprevisível. O tio-avô da criança, o empresário Sandro da Silva, pediu respeito à dor da família e afirmou que este é um momento de solidariedade, ressaltando que "tragédias podem acontecer com qualquer família" e que o mais importante agora é prestar apoio aos parentes da vítima.
Por: Redação

