Presidente da Stellantis alerta que fim da escala 6x1 pode reduzir competitividade da indústria brasileira
O presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, afirmou que o possível fim da escala de trabalho 6x1 pode impactar negativamente a competitividade da indústria automotiva brasileira, especialmente diante do avanço das montadoras chinesas no mercado global.
Durante participação no fórum Anfavea Visions, o executivo destacou que as fabricantes instaladas no Brasil já enfrentam desafios para competir com empresas asiáticas, que operam em um ritmo de desenvolvimento de veículos mais acelerado e com maior escala de produção. Segundo ele, qualquer aumento nos custos ou redução na capacidade produtiva pode ampliar essa diferença.
Zola afirmou que a indústria automotiva precisa acelerar o lançamento de novos produtos para acompanhar a velocidade das concorrentes chinesas. Na avaliação do executivo, mudanças na jornada de trabalho podem tornar esse desafio ainda maior, afetando custos operacionais e a produtividade das fábricas brasileiras.
Apesar das críticas, o presidente da Stellantis ressaltou que o setor respeitará as decisões que vierem a ser tomadas pelo governo e pelo Congresso Nacional. Segundo ele, o papel das empresas é se adaptar às regras estabelecidas, ao mesmo tempo em que apresentam os possíveis impactos das mudanças para a economia e para a indústria nacional.
O debate sobre o fim da escala 6x1 tem ganhado força no país e divide opiniões entre trabalhadores, empresários e especialistas. Enquanto defensores da proposta argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos empregados, representantes de diversos setores econômicos alertam para possíveis aumentos de custos, necessidade de novas contratações e perda de competitividade em relação a mercados internacionais.
A discussão segue em andamento no Congresso Nacional e deve continuar sendo um dos principais temas relacionados ao mercado de trabalho e à indústria brasileira nos próximos meses.
Por: Redação

