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Microfone é cortado durante discurso e vereadora acusa prefeito de censura em MS

 

Campo Grande News

Uma situação ocorrida durante a manifestação da Casa do Artesanato, em Nova Alvorada do Sul, gerou polêmica e repercussão política no município. A vereadora Andrea Fim (PSDB) teve o microfone desligado enquanto fazia críticas à falta de apoio às artes nos anos anteriores e acabou acusando a administração municipal de desrespeito e censura.

Durante o evento, o parlamentar relembrou as dificuldades enfrentadas pelas artes locais em 2024, quando especifica uma feira em frente ao Parque Nelson Tereré. Segundo ela, na época não havia incentivo nem estrutura adequada para atender a categoria.

Andrea Fim (PSDB) teve o microfone desligado enquanto fazia críticas à falta de apoio às artes nos anos anteriores e acabou acusando a administração municipal de desrespeito e censura.

Durante o evento, o parlamentar relembrou as dificuldades enfrentadas pelas artes locais em 2024, quando especifica uma feira em frente ao Parque Nelson Tereré. Segundo ela, na época não havia incentivo nem estrutura adequada para atender a categoria.

Ao discursar, Andrea afirmou que passou cerca de três meses tentando conseguir tendas para proteger os expositores durante a realização da feira, mas teve os pedidos negados.

"Em 14 de dezembro de 2024, estávamos há três meses procurando uma tenda para realizar essa feira. A resposta que recebi foi 'não', mas mesmo assim fizemos o evento. No entanto, choveu, o artesanato acabou molhado e a resposta que tive do prefeito foi que 'nem tudo que a gente quer, a gente pode'", declarou.

Enquanto conversava, o prefeito José Paulo Paleari (PP) fez parte do tempo de costas para a vereadora e fez gestos de reprovação. O discurso também foi acompanhado por várias partes do público presente.

Pouco depois, o microfone utilizado pelo parlamentar foi desligado antes que ela concluísse sua fala.

“Não adianta pedir para servidor comissionado me vaiar ou me criticar nas redes sociais, porque eu estou falando a verdade”, afirmou antes da interrupção.

Ao comentar o episódio, Andrea disse ter sentido desrespeito e constrangido.

Segundo ela, o fato estaria relacionado ao posicionamento político de oposição ao atual governo municipal.

“Sou oposição ao prefeito, mas a base da democracia é o respeito mútuo. Só quero ter o direito de realizar meu trabalho e desenvolver meu mandato da forma que acredite, sem mentira e defendendo minhas causas”, declarou.

A parlamentar informou ainda que pretende buscar medidas legais sobre o ocorrido.

Andrea também lembrou que decidiu manter a feira mesmo sem as tendas solicitadas à prefeitura. Durante o evento, uma forte chuva atingiu os expositores e danificou parte dos trabalhos artesanais.

Segundo ela, após as fiscalizações temporárias o prefeito e a primeira-dama para relatar os prejuízos sofridos pelos participantes.

Na ocasião, o gestor municipal afirma que “nem tudo que a gente quer, a gente pode”.

Apesar das críticas, a vereadora reconheceu que a situação das artes mudou nos últimos meses e elogiou a criação da Casa do Artesanato.

“Fiquei feliz porque, com essa situação, consegui mostrar a necessidade de estruturação dessa causa. Hoje isso é realidade com a Casa do Artesanato, que era o objetivo inicial quando comecei esse trabalho”, afirmou.

De acordo com a Prefeitura de Nova Alvorada do Sul, a Casa do Artesanato foi criada para fortalecer a economia criativa, ampliar oportunidades de comercialização e valorizar o trabalho dos artesanatos do município.

A própria vereadora alcançou o avanço e parabenizou a administração pela iniciativa.

“Hoje o artesanato tem apoio e a Casa do Artesanato é uma conquista importante para as artes do município”, destacou.

Até o momento, o prefeito José Paulo Paleari não se pronunciou publicamente sobre o episódio. O espaço segue aberto para manifestação da administração municipal.



Por: Redação

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