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Menino de 5 anos fratura os dois punhos após queda em escola e família questiona falta de socorro

Topmidia News


Um menino de 5 anos sofreu fraturas nos dois punhos após cair de um brinquedo no parquinho da Escola Municipal Professora Elizabel Maria Gomes Salles, na Vila Santa Luzia, em Campo Grande. O acidente aconteceu no dia 25 de maio e a família acusa a unidade escolar de não ter acionado equipes de emergência para prestar atendimento à criança.

Segundo a mãe do aluno, a motorista de aplicativo Gabriela das Novas Pereira, de 29 anos, ela foi avisada pela escola sobre a queda no fim da tarde. Ao chegar ao local, encontrou o filho abatido, chorando e sem conseguir explicar o que havia acontecido.

Os pais decidiram levar a criança por conta própria para a UPA Vila Almeida. Após avaliação médica, o menino foi encaminhado à Santa Casa, onde exames apontaram fratura bilateral na extremidade distal do rádio, região próxima aos punhos.

De acordo com a família, somente no dia seguinte o garoto conseguiu contar que caiu de uma parte elevada do parquinho enquanto brincava com outras crianças.

Desde então, ele segue em tratamento ortopédico e deverá permanecer com os dois braços engessados por cerca de 45 dias. A recuperação tem exigido atenção integral dos pais, já que a criança necessita de ajuda para tarefas simples do dia a dia, como se alimentar, tomar banho e utilizar o banheiro.

A família registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e solicitou exame de corpo de delito. Além disso, também procurou a Secretaria Municipal de Educação para denunciar o caso.

Outro ponto questionado pelos pais é a demora na liberação de atendimento pedagógico domiciliar, solicitado para evitar prejuízos ao aprendizado do aluno durante o período de recuperação.

Para a mãe, a principal preocupação é a falta de acionamento do Samu ou do Corpo de Bombeiros logo após o acidente. Segundo ela, a criança apresentava sinais preocupantes, como sonolência e dificuldade para se comunicar, o que exigiria uma avaliação médica imediata ainda na escola.

O caso aguarda apuração por parte das autoridades e da Secretaria Municipal de Educação.




Por: Redação

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