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Mãe denuncia espera de quase 9 horas por atendimento em UPA: “Só atenderam porque eu gritei”

 

Topmidia News

Uma moradora de Campo Grande denunciou ter enfrentado quase nove horas de espera para conseguir atendimento médico para a filha de 15 anos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninha. Segundo o relato, a adolescente apresentava sangramento na urina e só foi atendida após a mãe protestar dentro da unidade de saúde.

De acordo com a mulher, ela chegou à UPA por volta das 7h30 da manhã desta quinta-feira (19) para buscar o resultado de exames realizados na noite anterior e informar que o estado de saúde da filha havia piorado.

A moradora afirma que, mesmo diante da gravidade dos sintomas, a adolescente permaneceu por horas aguardando atendimento.

“Eu cheguei às sete e meia da manhã e só fui atendida porque fiz barraco. Comecei a gritar porque tinha gente desmaiando, idosos, cadeirantes e ninguém era atendido”, relatou.

Durante o período de espera, a mulher enviou mensagens relatando a situação. Segundo ela, havia três médicos na unidade, mas os pacientes não recebiam informações sobre o motivo da demora nem previsão de atendimento.

Ainda conforme a denúncia, o local estava lotado e havia pessoas aguardando atendimento desde as primeiras horas da manhã.

“Eu comecei a falar para o pessoal abrir a boca. Tinha gente passando mal, desmaiando, e ninguém resolvia nada. Falei: cadê os médicos? Foram só bater ponto e dormir?”, afirmou.

A mulher conta que, após os protestos, o atendimento passou a fluir com mais rapidez e várias pessoas que estavam à sua frente foram chamadas.

Apesar das críticas à demora, ela fez questão de elogiar a médica responsável pelo atendimento da filha.

“Deus foi tão bom que a médica que pegou minha filha foi maravilhosa. O problema não foi ela. O problema foi todo o resto, a demora e o descaso que a gente viu ali”, destacou.

Para a mãe, a situação evidencia problemas no atendimento prestado à população.

“Hoje, se você não tiver voz ativa, não consegue resolver nada. É só na base do grito. Quando a gente reclama, chamam a gente de barraqueira. Mas ficar quieta não resolveu. Só depois que eu gritei que minha filha foi atendida”, desabafou.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para comentar a denúncia e aguarda um posicionamento oficial sobre o caso.



Por: Redação

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