Justiça mantém presos Mister Mato Grosso do Sul e ex-policial acusados de execução na BR-060
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| Jardim MS News |
A Justiça de Jardim decidiu manter a prisão preventiva de Alexandre Lanzoni, conhecido como Mister Mato Grosso do Sul, e do ex-policial civil José Adão Corrêa, acusados de envolvimento na execução de Valdinei Marcos da Silva. A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Jardim durante reavaliação da medida cautelar realizada na última quinta-feira (11).
Valdinei foi morto no dia 9 de fevereiro de 2025 enquanto conduzia uma van pela BR-060, entre os municípios de Jardim e Bela Vista, na região conhecida como Goiabal. Segundo as investigações, a vítima foi perseguida e alvejada por disparos de arma de fogo em plena rodovia.
Na decisão, a Justiça entendeu que os motivos que justificaram a prisão preventiva permanecem válidos. O magistrado destacou a extrema violência empregada na ação criminosa e o risco que a liberdade dos acusados representaria para a ordem pública.
De acordo com a investigação, o crime teria sido cuidadosamente planejado dias antes da execução. Os suspeitos teriam escolhido uma rota estratégica para chegar a Jardim, evitando câmeras de monitoramento e radares que pudessem registrar seus deslocamentos.
Ainda conforme os autos, os acusados aguardaram a passagem da van conduzida por Valdinei em um posto de combustíveis e iniciaram uma perseguição pela rodovia em direção a Bela Vista. Durante a ação, Alexandre conduzia uma caminhonete Fiat Toro preta, enquanto José Adão teria efetuado os disparos utilizando uma espingarda calibre 12.
Após os primeiros tiros atingirem a vítima, a van saiu da pista. A investigação aponta que os autores pararam ao lado do veículo e que José Adão desceu da caminhonete para realizar novos disparos à queima-roupa contra Valdinei, que morreu no local.
Uma idosa de 77 anos que estava na van também foi colocada em risco durante a ação criminosa. Segundo os autos, ela caiu do veículo quando uma das portas se abriu após a parada às margens da rodovia.
Após o crime, os suspeitos fugiram utilizando um trajeto previamente planejado para evitar sistemas de monitoramento. Eles foram presos posteriormente por equipes policiais.
Durante a abordagem, os policiais encontraram no veículo uma espingarda calibre 12, apontada como a possível arma utilizada no homicídio, além de quase R$ 9 mil em dinheiro e um capuz do tipo balaclava.
Nos depoimentos prestados à polícia, Alexandre Lanzoni e José Adão Corrêa apresentaram versões conflitantes e passaram a atribuir a responsabilidade do crime um ao outro. Alexandre alegou ter sido coagido pelo ex-policial a fornecer o veículo e a arma para a cobrança de uma suposta dívida. Já José Adão afirmou que Alexandre teria participado diretamente da execução.
Apesar das divergências sobre a autoria dos disparos, ambos confirmaram que a vítima foi atingida enquanto conduzia a van na BR-060 e que, após a parada do veículo, novos tiros foram efetuados antes da fuga em direção ao município de Amambai.
Além dos dois acusados, a investigação também apontou o envolvimento de Mara Isabel de Almeida Lara Medeiros, apontada como suposta mandante do crime. Ela responde ao processo em liberdade mediante monitoramento por tornozeleira eletrônica, após decisão judicial proferida durante audiência de instrução.
O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto os acusados permanecem presos preventivamente à disposição do Poder Judiciário.
Por: Redação

