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Ex-servidora investigada por compra de votos volta a ser alvo da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul

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A ex-servidora da Prefeitura de Campo Grande, Simone Bastos Vieira, voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (19). A investigação apura um suposto esquema de compra de votos durante o período eleitoral, prática que já havia sido apontada anteriormente pela Justiça Eleitoral em decisões de primeira e segunda instâncias.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, a nova fase da investigação busca aprofundar a apuração sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo transferências via Pix, saques em dinheiro e o uso de contas bancárias de terceiros para a circulação de recursos em datas próximas aos turnos das eleições.

Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul e cumpridos nas cidades de Campo Grande e Taquarussu, onde a ex-servidora estaria residindo atualmente.

Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de movimentações financeiras atípicas que podem estar relacionadas à distribuição de valores para eleitores em troca de votos. Entre os elementos analisados estão transferências fracionadas via Pix e saques em espécie realizados em períodos considerados estratégicos durante a campanha eleitoral.

O caso já havia sido analisado pela Justiça Eleitoral, que reconheceu a existência de fortes indícios de compra de votos. No entanto, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, e a vice-prefeita, Camilla Nascimento, foram mantidas nos cargos por falta de comprovação de que tinham conhecimento ou participação direta nos fatos investigados.

Apesar disso, o procurador regional eleitoral, Luiz Gustavo Mantovani, recorreu da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o procurador, a atuação de pessoas ligadas diretamente à campanha e à administração municipal seria um elemento relevante para a apuração da possível responsabilidade das integrantes da chapa vencedora.

O processo segue em tramitação na Justiça Eleitoral, enquanto a Polícia Federal continua reunindo provas para esclarecer a extensão do suposto esquema e identificar todos os envolvidos. Até o momento, não houve divulgação de novos indiciamentos relacionados à operação desta sexta-feira.


Por: Redação

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