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Esquema milionário: batida da polícia apreende mais de 4 mil tênis falsificados vendidos em lojas e descobrem que vinham de fábricas clandestinas em Minas Gerais

 

Midiamax

A apreensão de mais de 4,3 mil pares de tênis com indícios de falsificação em Campo Grande revelou uma nova rota da pirataria que abastece lojas da Capital. Diferente do que muitos imaginam, os produtos não vinham da fronteira com o Paraguai, mas de fábricas clandestinas instaladas no interior de Minas Gerais.

A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon) em dois estabelecimentos comerciais da cidade. Em uma loja localizada na Rua 14 de Julho foram apreendidos cerca de 2.648 pares de tênis, enquanto outra fiscalização, no Jardim Bálsamo, resultou na apreensão de 1.678 pares de calçados, além de centenas de peças de vestuário, perfumes, copos e canecas térmicas sem procedência comprovada.

Segundo as investigações, os produtos imitavam marcas famosas do mercado, mas não possuíam identificação de fabricante, numeração adequada ou informações obrigatórias exigidas pela legislação. Todo o material recolhido será encaminhado à Receita Federal.

As investigações apontam que os calçados eram produzidos em uma cidade mineira com pouco mais de 100 mil habitantes, cuja atividade clandestina estaria voltada à fabricação de réplicas de grandes marcas.

O esquema se mostra extremamente lucrativo. Conforme apurado pela polícia, cada par chegava aos lojistas por aproximadamente R$ 28, sendo revendido em Campo Grande por valores entre R$ 80 e R$ 100.

Sem recolhimento de impostos e com custos reduzidos, a margem de lucro ultrapassava os 100%, fator que ajuda a explicar a permanência do comércio ilegal mesmo após diversas operações policiais.

Além dos prejuízos causados às marcas originais e aos cofres públicos, as autoridades alertam para os riscos à saúde dos consumidores.

Enquanto fabricantes oficiais investem em tecnologia, conforto e segurança, os produtos falsificados são produzidos sem qualquer controle de qualidade. Segundo especialistas, o uso desses calçados pode provocar problemas ortopédicos, dores e lesões devido à falta de estrutura adequada.

De acordo com o delegado Wilton Vilas Boas, titular da Decon, as operações foram realizadas após solicitações das próprias empresas detentoras das marcas originais, prejudicadas pela concorrência desleal.

Agora, a polícia busca identificar toda a logística utilizada para transportar os produtos de Minas Gerais até Mato Grosso do Sul. Um relatório também será encaminhado às autoridades mineiras para que as fábricas clandestinas sejam investigadas e desarticuladas na origem.

As investigações seguem em andamento.




Por: Redação

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