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Condenado por mandar matar agente penitenciário morre em confronto com a polícia em MS

 

Campo Grande News

Marcelo Silva Gonçalves, de 45 anos, conhecido como "Buguinho", morreu na noite desta sexta-feira (19) após ser baleado por policiais militares do Batalhão de Choque durante uma abordagem no Bairro São Conrado, em Campo Grande. Ele era apontado como suspeito de participação no roubo de um aparelho celular e possuía uma extensa ficha criminal.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes realizavam buscas por uma motocicleta vermelha utilizada em um assalto quando localizaram um veículo com características semelhantes trafegando na contramão pela Rua Antônio Burgos Villa.

Ao perceber a aproximação da viatura, o condutor parou a motocicleta e desembarcou. Conforme a versão apresentada pelos policiais, Marcelo resistiu à abordagem e tentou sacar uma arma que carregava na cintura. Diante da situação, o comandante da equipe efetuou quatro disparos.

O suspeito foi desarmado e socorrido até o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Durante a perícia, foi apreendido um revólver calibre .38 com numeração raspada e cinco munições intactas. Os policiais também constataram que a motocicleta utilizada por Marcelo havia sido furtada no dia anterior. Ele utilizava tornozeleira eletrônica no momento da abordagem.

Marcelo acumulava passagens pela polícia desde 2007 por diversos crimes, entre eles furto, tentativa de furto, receptação, tráfico de drogas, associação criminosa, posse irregular de arma de fogo, falsidade ideológica e homicídios qualificados.

Campo Grande News

Um dos casos mais conhecidos envolvendo o suspeito ocorreu em 2015, quando ele foi preso acusado de ser o mandante da tentativa de assassinato do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça.

As investigações apontaram que Marcelo teria ordenado o crime por desavenças com agentes penitenciários e insatisfação com o tratamento recebido no sistema prisional.

Em 2021, ele foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão pela participação no atentado. Já Robson Silva dos Santos, apontado como autor dos disparos contra o servidor, recebeu pena de 21 anos de prisão.



Por: Redação

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