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Câmara de Ponta Porã cobra reforço na segurança da fronteira após EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas

Midiamax

A Câmara Municipal de Ponta Porã solicitou ao Governo de Mato Grosso do Sul o reforço das ações de segurança na região de fronteira com o Paraguai. O pedido foi apresentado durante reunião com o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, realizada no último dia 3 de junho.

A preocupação dos parlamentares ganhou força após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, ampliando a atenção internacional sobre a atuação das facções criminosas na faixa de fronteira.

Segundo o presidente da Câmara, vereador Jelson Bernabé (Republicanos), a solicitação atende a uma demanda da população local, que cobra medidas mais efetivas de combate à criminalidade.

“Ponta Porã possui características específicas por estar localizada na faixa de fronteira, o que torna ainda mais importante o fortalecimento das forças de segurança. Precisamos garantir condições adequadas para que as corporações desempenhem seu trabalho com eficiência e proporcionem mais tranquilidade à população”, afirmou.

Os vereadores também defenderam a ampliação da presença policial nos distritos e comunidades rurais do município, consideradas áreas vulneráveis à ação de organizações criminosas.

A região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, é considerada estratégica pelas autoridades devido ao intenso fluxo de pessoas e mercadorias, além de ser apontada como uma das principais rotas utilizadas para o tráfico de drogas e armas.

Com cerca de 1,5 mil quilômetros de fronteira seca com o Paraguai e a Bolívia, Mato Grosso do Sul é frequentemente citado em investigações relacionadas à atuação de facções criminosas. Atualmente, PCC e CV disputam influência em diversas áreas da fronteira sul-mato-grossense.

A classificação das facções como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado, incluindo ações de inteligência e monitoramento voltadas para grupos que atuam além das fronteiras brasileiras.




Por: Redação

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