Jogador de futebol é encontrado morto com sinais de tortura na fronteira com MS
O jogador de futebol Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (27) em uma estrada rural de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. O corpo estava parcialmente carbonizado, com mãos e pés amarrados, próximo ao Cemitério Alemão, na região de Cerro Cora’i.
Richard atuava pelo Club General Díaz, equipe da Liga Desportiva de Amambay, e foi identificado por familiares com auxílio do sistema de identificação da Polícia Nacional do Paraguai.
Segundo as autoridades paraguaias, moradores acionaram a polícia após encontrarem um corpo abandonado em uma área isolada. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a vítima caída ao lado de uma motocicleta Honda completamente destruída pelo fogo.
De acordo com o comissário Carlos Gómez, responsável pelo caso, o jogador apresentava queimaduras da cintura para cima e estava com braços e pernas presos por um barbante vermelho. A principal linha investigativa aponta que o crime pode ter ocorrido em outro local e que o corpo teria sido levado até a estrada rural durante a madrugada para dificultar a identificação e a apuração.
A esposa do atleta esteve no local e reconheceu o marido pelas características físicas e por uma tatuagem de escorpião na mão direita. Em depoimento, ela afirmou que Richard havia saído de casa na tarde de terça-feira (26), usando roupas de treino e conduzindo a mesma motocicleta encontrada incendiada.
Ainda conforme o relato da mulher, o jogador não comentou sobre ameaças ou conflitos recentes. Ela também contou que tentou contato diversas vezes durante a noite, mas o celular da vítima permaneceu desligado.
Richard deixa dois filhos, de 2 e 8 anos.
A área foi isolada para os trabalhos da perícia, enquanto equipes do Departamento de Homicídios e representantes do Ministério Público do Paraguai acompanham a investigação para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do assassinato.
Por: Redação
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