Indígena sonhava morar perto dos filhos antes de ser assassinada pelo ex-marido em aldeia de MS
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| Reprodução Campo Grande News |
A indígena Ereni Benites, de 44 anos, teve a vida interrompida de forma brutal no dia 8 de março, data marcada pelo Dia Internacional da Mulher. Ela foi assassinada na Aldeia Tekohá Paraguaçu, localizada no município de Paranhos.
O principal suspeito do crime é o ex-marido da vítima, Juares Fernandes, de 52 anos, que acabou preso e confessou o assassinato à polícia. Em depoimento, ele afirmou ter cometido o crime por se sentir “desprezado” e rejeitado por Ereni. O casal já estava separado havia cerca de quatro anos.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o caso ainda segue sendo apurado e não está descartada a participação de outras pessoas na ação criminosa. Até o momento, Juares é o único indiciado.
A história de Ereni ganhou ainda mais repercussão após ser retratada no podcast “Pra Não Esquecer”, que trouxe relatos emocionantes da família sobre a trajetória da vítima. Segundo familiares, Ereni era conhecida pelo espírito acolhedor, pela união familiar e pelo sonho de viver mais próxima dos filhos.
O episódio também levanta reflexões sobre a violência doméstica enfrentada por mulheres indígenas, marcada por situações de vulnerabilidade social, exclusão e dificuldade de acesso à proteção e aos serviços públicos.
O feminicídio causou forte comoção na comunidade indígena e reacendeu o debate sobre a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres indígenas em Mato Grosso do Sul.
Por: Redação
