Menina de 8 anos morre após série de atendimentos e família denuncia negligência em MS
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| Campo Grande News |
A morte da pequena Hannah Julia Romeiro Nolasco, de 8 anos, registrada na última quarta-feira (29), em Campo Grande, gerou comoção e levantou questionamentos sobre possíveis falhas no atendimento da rede pública de saúde. A família denuncia negligência médica após uma sequência de idas e vindas a unidades de saúde da Capital.
De acordo com os familiares, o primeiro atendimento ocorreu no dia 24 de abril, no CRS Coophavilla II, quando a menina apresentou sintomas gripais e febre alta. Após exames e medicação para controle da febre, Hannah foi liberada e retornou para casa.
Segundo a mãe, Sara Romeira, o quadro permaneceu estável até o dia 27, quando a criança acordou com inchaço nos olhos. Já na terça-feira (28), a situação se agravou com episódios de vômito, levando a família a buscar atendimento na UPA Leblon.
Ainda conforme relato da mãe, durante esse segundo atendimento, a criança apresentava palidez intensa e lábios arroxeados após os vômitos. Mesmo assim, após avaliação médica, medicação e verificação da glicemia — considerada normal —, Hannah foi novamente liberada.
O terceiro atendimento ocorreu na madrugada do dia 29, quando a menina passou a sentir dores nas pernas, nuca e braços. A família retornou à UPA Leblon, onde, segundo relato, houve triagem rápida. A médica responsável descartou inicialmente a hipótese de meningite e solicitou novos exames.
A mãe afirma que informou à profissional que exames já haviam sido realizados anteriormente, mas foi informada de que não havia registros no sistema da unidade. Na sequência, foram solicitados novos procedimentos, incluindo exame de sangue, raio-x e medicações.
Durante o atendimento, a família relata um suposto “jogo de empurra” entre setores da unidade. Em meio à situação, Hannah teria desmaiado nos braços da mãe e foi levada às pressas para a emergência.
O pai, Jeremias Rodrigues Nolasco, afirma que a filha já estava sem vida no momento em que foi levada para atendimento emergencial. “Disseram que iriam intubar, mas ela já estava morta”, relatou.
Segundo informações repassadas à família, a criança teria sido intubada e apresentou complicações respiratórias. O caso foi registrado pela equipe médica como morte natural.
Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande não havia se manifestado até o momento da publicação. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
A família, que havia se mudado recentemente de Corumbá para a Capital, descreve Hannah como uma criança ativa, alegre e cheia de sonhos. Segundo parentes, a menina recentemente havia expressado o desejo de se tornar médica.
O caso reacende o alerta após outra ocorrência semelhante registrada no início de abril, envolvendo o menino João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, que também morreu após sucessivos atendimentos em uma unidade de pronto atendimento da Capital.
Diante dos fatos, a família de Hannah afirma que buscará justiça e cobra apuração rigorosa sobre as circunstâncias da morte.
Por: Redação
